24.2.16

Crítica: Anomalisa

Anomalisa

Animação dirigida por Charlie Kaufman, conta a história de Michael, um palestrante, que vai a Cincinnati a trabalho, lá ele conhece Lisa, uma moça pela qual se apaixona.




Uma das animações mais lindas já feitas, a obra conta com aspectos que merecem ser destacados, a fotografia é inteligente, no início, os lados da tela são escuros e Michael é a única imagem nítida e ele sempre está do lado esquerdo da tela, o que indica fraqueza, ou no centro, mostrando que ele é (Ou pode ser) a única solução real para seus problemas. O aspecto fotográfico do filme muda, quando ele conhece Lisa, a imagem deixa de ser escura nos lados, para ser clara em toda extensão do ambiente, a obra se ilumina, porque Michael se ilumina, isso mostra que ele está apaixonado pela personagem.

Antes de conhece-la, Michael usa a bebida e o trabalho para fugir da vida que ele odeia, e após a presença dela, tudo muda, pois ele se apaixona, por ela ser a única pessoa que tem a voz e a aparência diferentes no filme, com exceção de Lisa e Michael, todos os outros personagens são variações da mesma pessoa. E isso leva ao aspecto mais interessante de todo o filme.

Michael sofre de Síndrome de Fregoli, que é quando uma pessoa acredita que todas as outras são iguais e que podem trocar de aparência quando quiserem, é por isso que os personagens no filme têm um risco no rosto (Menos a Lisa) e esta doença fica indicada nos pesadelos e alucinações que Michael tem e claro no nome do hotel onde ele está hospedado.

Logo, vemos o filme pelo ponto de vista dele e sendo assim, vemos ele descobrindo o amor, é lindo, mas o final do filme não é para qualquer um.

P.S: A palavra “Anomalisa” não é apenas uma junção de “Anomalia” com “Lisa”, para o casal, ela significa “amor”.

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