19.9.19

Crítica: Rambo V - Até o fim

Rambo V - Até o fim
Imagem: Imagem Filmes / DIVULGAÇÃO
Uma das franquias mais bem sucedidas no cinema, no caso do gênero de ação, é "Rambo", com o primeiro filme lançado em 1982, acompanhamos a história do soldado John Rambo, que acabou de voltar do Vietnã, como herói de guerra e com transtorno pós traumático. Assim, vemos como ele lida com a descoberta de que o governo de seu país não valoriza o trabalho dos soldados, não dando o mínimo apoio quando esses retornam das guerras que lutaram pelo estado.

Em "Rambo - até o fim", quinto filme da franquia, dirigido por Adrian Grunberg e co escrito por Sylvester Stallone, a história muda um pouco, mas nada demais. Após retornar a casa de seu pai no fim do filme 4, John vive no rancho dele junto com sua sobrinha, que criou como filha, Gabriela (Yvette Monreal). Ela é sequestrada por um cartel mexicano e morta por eles, Rambo embarca em uma jornada de vingança contra os criminosos.

O filme aposta em aspectos já explorados nos filmes anteriores, como a necessidade do protagonista de "esquecer" o transtorno que vive tentando controlar para cumprir seu objetivo, assim como no filme 2 e ele precisa ser violento igual foi em Burma, no filme 4.

Com esses gatilhos, que não são inéditos, a parte cinco da franquia se estrutura bem, por mais que se apoie no novo para desenvolver sua história, as armas usadas são novas, o personagem mudou o comportamento de forma brusca, da mesma forma que o filme usa a contextualização para gerar ação.

Isso fica claro no foco dado a investigação de Rambo para descobrir onde Gabriela está, que dura quase todo o primeiro ato. Mas, claro que a ação não é esquecida e ela é claramente vista pelo público, graças a câmera parada que predomina em todas as sequências do tipo e pelos cortes concisos, que servem para gerar ritmo.

Igual foi feito no filme 2, na cena da batalha no campo de concentração vietnamita. Aqui, vemos a influência da obra de 1985 na sequência de ação que acontece nos túneis e na preparação para essa, que é um dos melhores momentos da franquia.

E é bacana que o roteiro e a direção não esqueçam de onde Rambo veio, qual sua real intenção e, principalmente, que beba dessa água para criar esse novo capítulo. A crítica feita nos primeiros filmes (a maioria delas nos dois primeiros), ainda existe e ainda é trabalhada, já que, não vemos Rambo ter prazer no que faz, ele apenas faz porque julga ser preciso.

Isso fica claro devido a atuação de Sylvester Stallone, que domina o personagem e se sente a vontade no papel, de forma que tudo aquilo, por mais surreal que seja, soa natural aos olhos do público.

Portanto, "Rambo - Até o fim" não apenas é um ótimo filme, como é um dos melhores da franquia (por mais que reforce valores ruins que podem servir de argumento para o atual governo estadunidense), se juntando aos capítulos 1 e 2 como os grandes filmes da série, agradando a fãs antigos e atraindo novos fãs em uma obra atraente e bem feita.

P.S: os créditos finais fazem uma retrospectiva bacana dos filmes passados.

Veja o trailer aqui, filme distribuído pela Imagem Filmes:

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