24.8.15

Crítica: Festim Diabólico

Festim Diabólico



Filme de Alfred Hitchcock que conta a história de dois amigos que se consideram “seres superiores” e matam um conhecido que eles consideram um “ser inferior”, não satisfeitos com isso, eles escondem o corpo em um baú e o usam como uma mesa onde um jantar para a família, noiva, amigos e um professor do falecido irá acontecer.

O filme consegue deixar o público tenso o tempo todo, pois apesar de sabermos o que aconteceu nos não sabemos quando um dos personagens irá descobrir e, além disso, o filme expõe muito bem o pensamento de “super-homem” de Friedrich Nietzsche exposto na obra “Assim falou Zaratustra” que foi iniciado em 1883 no qual um “ser superior” chamado de “super-homem” ou “homem-ideia” praticava o homicídio em “seres inferiores” apenas por considera-los inferiores.


Nietzsche foi influenciado por Dostoievski que apresentou este pensamento na obra “Crime e Castigo”, mas Dostoievski abominava esse tipo de pessoa e sempre fazia nos seus romances que esses personagens tivessem um final infeliz.

No caso do filme, Brandon foi influenciado por esse pensamento que lhe foi passado por um professor apenas tentando falar que aquilo era ruim. Hitchcock como mestre do suspense usa sua obra para mostrar como o “homem-ideia” é abominável e por isso o filme é brilhante assim como seu diretor.

PS: Desconfio que Brandon e Philip sejam além de assassinos um casal, mas isso nunca ninguém irá saber, caso realmente sejam, isso prova que Hitchcock era brilhante e avançado para a época de lançamento do filme (1948).

Um comentário:

  1. Notório o conhecimento sobre as obras dos autores envolvidos . Aguçou a minha curiosidade. Parabéns gostei muito.

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