28.12.20

Ranking: Os melhores filmes de 2020

Ranking: Os melhores filmes de 2020
Destacamento Blood
Imagem: Netflix

2020 está acabando e mesmo com a pandemia, vários filmes conseguiram ser lançados e assistidos pelo público. Compilei os que mais gostei e aqueles que merecem destaque, mas não fizeram parte do top 10, estão na lista que segue logo abaixo ao ranking. Essa é a quarta vez que faço essa lista, para quem quiser ver a do ano passado, está aqui a publicação.

Lembro que esses filmes não necessariamente ainda foram lançados no cinema, podem ter sido vistos em Mostras, Festivais e plataformas de streaming também.

Bom, vamos lá:

Top 10 - 2020: 

A metamorfose dos pássaros - Catarina Vasconcelos

Cabeça de nêgo - Déo Cardoso 

Destacamento Blood - Spike Lee

4º Never, rarely, sometimes, always - Eliza Hittman

Dias - Tsai Ming-Liang

Isso não é um enterro, é uma ressurreição - Lemohang Jeremiah Mosese

7º First Cow - Kelly Reichardt

8º Shirley - Josephine Decker

9º Soul - Pete Docter

10º Não há mal algum - Mohammad Rasoulof

Outros destaques:

Cidade Pássaro - Matias Mariani

Mank - David Fincher

Berlin Alexanderplatz - Burhan Qurbani

Ema - Pablo Larrain

PVT Chat - Ben Hozie

O homem invisível - Leigh Whannell

Valentina - Cássio Pereira dos Santos

O Livro dos Prazeres - Marcela Lordy

Another Round - Thomas Vinterberg

21.12.20

Crítica: A Febre

Crítica: A Febre


A Febre
Imagem: DIVULGAÇÃO 

A maior febre que alguém pode ter é a de não ser você mesmo. Esse tipo de coisa causa problemas inimagináveis, mas, quando se vive em um país como o Brasil, isso acontece com mais frequência do que se imagina, o que gera solidão e inevitavelmente, tristeza.

Justino (Regis Myrupu) é um personagem triste, porém, mais triste ainda é o fato que o protagonista de “A Febre”, dirigido e escrito por Maya Da-Rin não é apenas o protagonista desse filme, mas, na verdade, é uma representação de vários indígenas que passam pela mesma coisa que ele passa.

14.12.20

Crítica: Meu nome é Bagdá

Crítica: Meu nome é Bagdá

Meu nome é Bagdá
Imagem: DIVULGAÇÃO 

Liberdade e independência são duas coisas que todos querem, porém, caso você faça parte de um grupo que não seja o branco, homem e hétero, a possibilidade de você não conseguir isso é bem alta, pois vivemos em uma sociedade que limita as pessoas não brancas e que não são homens de toda a forma possível.

Então, “Meu nome é Bagdá” se torna um manifesto pela liberdade e um manifesto pela liberdade através do esporte, já que Bagdá (Grace Orsato) é uma jovem que está em processo de autodescoberta e de busca pela liberdade, sendo que ambas ela encontra através do skate e principalmente, através das amizades femininas que tem, que foram em sua maioria iniciadas através desse esporte.

7.12.20

Crítica: Mank

Crítica: Mank
Mank
Imagem: Netflix 

Se “Cidadão Kane” são várias histórias de uma mesma pessoa que se passam em torno de uma história principal, que é descobrir o significado da última palavra dita por Kane, “Rosebud”, “Mank” também é um amalgama de histórias que envolvem Herman J.Mankiewicz, o roteirista de Kane, em torno de uma história principal, o término e aprovação do roteiro do filme que mudou o cinema.

Eu sei que a frase “o filme que mudou o cinema” é clichê, vazia e tenta causar um forte efeito no leitor ou leitora, mas aqui ela cabe muito bem, “Cidadão Kane”, como disse a crítica Pauline Kael, “é talvez o único filme falado americano que parece tão novo quanto no dia em que estreou.” e o que David Fincher faz no filme que dirigiu é uma homenagem aquela época e ao filme que continua tão moderno quanto no dia que estreou.

30.11.20

Crítica: Valentina

Crítica: Valentina

Valentina
Imagem: DIVULGAÇÃO 

As vezes, o espectador é levado a pensar que filmes sobre negros, LGBTQIA+ e mulheres, são obras que contam histórias de sofrimento passados por essas pessoas e superados ou não por elas. Isso acontece devido a um sistema que usa essas pessoas para vender e apenas para isso, não para contar histórias de fato. Sendo assim, assistir "Valentina" é um alívio, pois claro, assim como toda pessoa, a protagonista tem problemas e problemas sérios, mas, o que vemos é pura e simplesmente vida.

Vida de uma menina trans que quer, novamente, assim como toda pessoa, viver. Dirigido e escrito por Cássio Pereira dos Santos, acompanhamos a personagem título (interpretada por Thiessa Woinbackk), quando essa se muda para uma nova cidade e precisa do pai desaparecido para poder se matricular com o nome social na nova escola.

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