21.10.17

Crítica: Fluxo de pessoas e sentimentos: “Human Flow”

Human Flow
Imagem: Divulgação

No dicionário, a palavra “Fluxo” significa fluência, algo continuo, corrente, correnteza. Ou seja, é alguma coisa com ritmo, continuidade e há vários aspectos de nossa vida e de fatores influenciadores dela que são fluidos, ritmados, contínuos.

Assim como as águas do oceano onde barcos cheios de pessoas navegam, como as caminhadas em direção as fronteiras, duros trajetos percorridos por gente desejosa de uma vida melhor, longe das guerras, fomes, doenças e maldades geradas por outros países, os conhecidos poderosos.

16.10.17

Crítica: O silencio e a música unidos em um filme musical: “Baby Driver” e a inteligência de um diretor

Baby Driver
Imagem: Sony Pictures
Friedrich Nietzsche em determinado momento de sua vida disse que “sem a música, a vida seria um erro”. E realmente, todos nós precisamos de algo com o qual possamos nos apegar, de forma que tenhamos algo firme quando alguma coisa ruim acontecer, algo no qual se apoiar.

Sem dúvida, a música é um desses apoios, e não é um apego inédito ou restrito a apenas poucas pessoas, mas, no caso de Baby, personagem principal do novo filme de Edgar Wright, a música ultrapassa a definição da palavra “apoio”, é mais como um destino, uma religião, talvez um estilo de vida.


9.10.17

Crítica: “BR: 2049” : O velho e o novo caminhando juntos

Blade Runner 2049
Imagem: Sony Pictures
Na sequência de um filme de sucesso no gênero ficção cientifica há uma dificuldade que pode se tornar uma facilidade, isso é, caso a obra esteja na mão de um diretor competente. É o seguinte: usar a amplitude do universo a favor da obra, para aprofundar uma história já conhecida, fazendo o ambiente crescer de maneira gradual.

Em 1982, “Blade Runner” de Ridley Scott, surpreendia o mundo, seja por trazer um Harrison Ford já conhecido em seu papel principal ou pela criação e consolidação do que iria se tornar o nosso futuro em quase todos os aspectos. É uma obra que explora muito bem as relações interpessoais.

5.10.17

Crítica: “Blade Runner” e a previsão triste de uma sociedade

Blade Runner 1982
Imagem: Warner Home Video
Se há um aspecto atrativo nos filmes de ficção cientifica sem dúvida é a maneira que um bom exemplar tem de prever o futuro, não em relação aos objetos, carros e afins, mas em relação ao jeito de viver, a área política e principalmente na parte psicológica no que tange as pessoas, sem esquecer da imersão da tecnologia nas rotinas de cada um.

E, sem dúvida alguma, “Blade Runner” faz isso. Realizando um estudo de personagem rico, desenvolvendo os aspectos políticos de uma sociedade, unindo tudo isso a tecnologia e com alguns pensamentos filosóficos.

2.10.17

Crítica: Cinema sensível e para adultos em “Como Nossos Pais”

Como Nossos Pais
Imagem: Globo Filmes
Paulo Francis, jornalista, disse, sobre o diretor sueco Ingmar Bergman, descrevendo sua obra como “cinema para adultos”. Laís Bodanzky é uma diretora que usa a sensibilidade como temática para seus filmes, e, sem dúvida alguma, faz seu cinema seguir essa definição usada por Francis para o sueco, o cinema de Bodanzky é para adultos.

Portanto, é certo dizer que ela se supera em “Como Nossos Pais”, pois além de tratar de temáticas adultas, ela aborda esses assuntos usando o ponto de vista feminino, o que em qualquer época, é um ato de grande coragem.