17.9.18

Crítica: 22 Milhas

Crítica: 22 Milhas
22 Milhas
Imagem: DIAMOND FILMS / DIVULGAÇÃO

O gênero “ação” dentro do cinema, se estabeleceu nos anos 70 e 80, muito devido ao momento político dos Estados Unidos e a necessidade de demonstrar raiva, como se fosse um desabafo em forma visual, algo muito similar aconteceu com o gênero “Terror”.

Com tramas simples, mas roteiros bem elaborados, protagonistas cativantes e sequências de luta bem dinâmicas, as obras atraíram público e crítica de forma muito rápida. Apesar de nos anos 90 a qualidade dos filmes ter baixado, dos anos 2000 para cá a ação volta aos seus melhores dias, “22 milhas” dirigido por Peter Berg, é a prova disso.


10.9.18

Crítica: Camocim

Crítica: Camocim
Camocim
Imagem: VITRINE FILMES / DIVULGAÇÃO

Em dado momento de “Camocim”, um morador da cidade diz que “em época de eleição, amigo vira inimigo, minha vó, cara, minha vó, que vota no vermelho, fui abraçar ela e eu tava de azul, ela não quis me abraçar porque tava de azul.”

De quatro em quatro anos, a maioria das pessoas tem o mesmo sentimento que a avó desse rapaz, devido a intensidade com a qual defende seu candidato, sua ideologia e com o desejo de propagar, por amor ou por terror, aquilo que o seu candidato acredita.

Dirigido por Quentin Delaroche, “Camocim” é um documentário que acompanha Mayara Gomes, uma jovem que é organizadora de campanha de um amigo candidato a vereador da cidade que dá título a obra. Partindo disso, vemos como a politica faz as pessoas mudarem ali, uma cidade se dividindo em duas.

6.9.18

Crítica: A Vida em Família

Crítica: A Vida em Família
A Vida em Família
Imagem: Divulgação

Na vida, a maioria das pessoas, ou ao menos aquelas que tem sorte, fazem parte de várias famílias, não necessariamente de sangue, como a de um grupo de amigos, a do trabalho (caso raro, porém existente), a da igreja e algumas outras que existem por aí.

Para Pati (Claudio Giangreco), existe a família dos amigos, a de sangue e a da prisão. Preso por um assalto realizado com seu irmão Angiolino (Antonio Carluccio), crime que não correu como o planejado, o homem tem um filho que deseja entrar nesse mundo e uma mulher proprietária de um mercado e envolvida na política da cidade, onde o prefeito Filippo (Gustavo Caputo), não gosta do seu trabalho no governo e quer se tornar um poeta.

Dirigido por Edoardo Winspeare, “A Vida em Família” se desenvolve em cima desses personagens, para mostrar o cotidiano de uma bela cidadezinha no interior da Itália, que por si só, é uma família em si, já que todos se conhecem, se relacionam e, ao menos para as causas principais, se importam um com o outro.


3.9.18

Crítica: Praça Paris

Crítica: Praça Paris
Praça Paris
Imagem: IMOVISION / Divulgação

Nos últimos anos, o cinema nacional tem sido prolífico ao fazer grandes filmes com críticas sociais pertinentes a atualidade. Se esse tipo de produção já é corajosa em tempos “de paz”, na situação de hoje, obras assim se tornam atos de protesto, com fins didáticos e claro, políticos.

Levando em consideração a trajetória de vida da diretora Lúcia Murat, presa política, torturada na época da ditadura civil militar, esse cinema de protesto é esperado, mas, a forma como ela faz seus filmes surpreende, pelas inovações sempre inseridas nas histórias e ou gêneros fílmicos.

“Praça Paris” é um filme que faz o público pensar, pelo seu início, que será apenas mais uma crítica social pertinente, usando a relação entre duas mulheres, uma branca, rica, terapeuta e portuguesa, outra negra, periférica, ascensorista e brasileira. Mas, a obra acaba por ser um thriller de suspense com tensão a todo momento, ao mesmo tempo em que a crítica esperada é feita.

27.8.18

Crítica: Hereditário

Crítica: Hereditário
Hereditário
Imagem: Diamond Films / DIVULGAÇÃO

Ao ver “Hereditário”, dirigido por Ari Aster, fica muito claro que não se trata de um filme de terror qualquer, o proposito dele, pelo menos por um momento é diferente do jumpscare puramente comercial, porém, devido a sua duração, o roteiro sofre para preencher lacunas necessárias em qualquer obra.

Dirigido e roteirizado por Aster, acompanhamos a história da família Graham, Annie (Toni Collette), acaba de perder a mãe e toda a família desde os filhos Peter (Alex Wolff) e Charlie (Milly Shapiro) até o marido Steve (Gabriel Byrne), sentiram a morte dela de formas diferentes, porém, quando a filha vem a falecer, toda a relação já em crise, piora.

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