25.8.21

Fantasia Festival: Hand rolled cigarettes

Fantasia Festival: Hand rolled cigarettes

Hand rolled cigarettes
Imagem: DIVULGAÇÃO

Texto que faz parte da cobertura da edição 2021 do Festival Fantasia

This critic is part of Fantasia Festival 2021 coverage

Em todo o momento de nossas vidas é possível se redimir de algo, mesmo que façamos isso de maneira inconsciente e pensando que essa redenção nem é exatamente a sua vontade, mas, ainda assim as atitudes que você toma te levam a isso e, principalmente, te levam a seguir em frente.

O símbolo disso em “Hand rolled cigarettes” é justamente o que representa o título do filme, o cigarro enrolado a mão pelo protagonista (interpretado por Gordon Lam). Ex membro do exército, ele se envolve com o crime organizado e tráfico de drogas, o que o leva a conhecer um jovem traficante que fez um negócio que deu errado e eles acabam se ajudando de diversas formas.

21.8.21

Fantasia Festival: Indemnity

Fantasia Festival: Indemnity

Indemnity
Imagem: DIVULGAÇÃO

Texto que faz parte da cobertura da edição 2021 do Festival Fantasia

This critic is part of Fantasia Festival 2021 coverage

Me lembro de ter visto filmes sobre Transtorno Pós-traumático, mas não me lembro de ter visto um filme de ação sobre esse assunto. Com certeza eles existem e eu os desconheço (por enquanto), mas, por abordar essa temática dentro da ação, um filme como “Indemnity” se torna interessante apenas por sua premissa base.

Dirigido e escrito por Travis Taute, acompanhamos Theo Abrams, um jovem bombeiro com Transtorno Pós-traumático após perder dois companheiros de trabalho em um incêndio. Afastado do ofício, não fazendo terapia por orgulho, ele descobre estar envolvido em um programa privado que as pessoas participantes de maneira involuntária sofreram algo similar com o que ele sofreu e assim, Theo passa a investigar o que é isso após ser acusado de assassinato.

Ao tratar ao assunto da maneira que escolheu, Taute não foge de uma linguagem habitual a ação e já conhecida do público, porém, isso não significa falta de funcionalidade na mensagem ou na ideia que deseja passar, mesmo buscando caminhos mais próximos do entretenimento puro e simples, há certas coisas interessantes no filme.

A ideia da hipnose e de como o esquema da empresa vilã da obra funciona é algo legal de se acompanhar, principalmente porque além de manter o mistério do que exatamente é aquilo durante as 2h de duração, a empresa é o vilão perfeito para Theo, um protagonista extremamente capacitado: ele luta, é bom investigador, tem instintos rápidos e assertivos e é inteligente.

Ou seja, inicialmente, pensamos que o protagonista é imbatível, mas ele “perde” apenas para a hipnose e perde, de fato, por não saber lidar com o trauma que passou. Claro, imagino que seja extremamente difícil viver com o que aconteceu e principalmente da forma que aconteceu.

Talvez, “Indemnity” se beneficiasse de mais clareza em alguns pontos, principalmente no que diz respeito a complexidade do esquema apresentado ali e talvez conheceríamos melhor Theo se soubéssemos mais da relação desse com a esposa antes dele perder os companheiros de trabalho no incêndio. Temos as informações, mas o filme poderia fazer bom uso de um conteúdo mais aprofundado nesse aspecto.

Mesmo que em outros pontos não tenha o que reclamar nesse sentido, seja no que diz respeito ao desenrolar da trama ou naquilo que tange a necessidade da terapia independente de eventos como os que Theo passou. A terapia é apresentada por basicamente todos os personagens do filme (menos o protagonista orgulhoso) como algo de extrema importância para a vida em si e algo que deve ser levado a sério.

Se pensamos nesse ponto dentro de um filme de ação, Theo é imbatível em relação as suas capacidades (como já dito nessa crítica) porém, ele é vulnerável como qualquer outra pessoa, porque os seres humanos são vulneráveis cada um à sua maneira e cada um com seus problemas, mas isso não pode ser considerado uma fraqueza, por mais que seja romântico dizer isso, tem que ser considerado como um sinal de força.

Dessa força é que tiramos alguma coisa para levantarmos da cama todos os dias e fazermos seja lá o que for e é isso que Theo, de uma forma ou de outra, aprende em “Indemnity”, ele não precisa ser forte o tempo todo, ele só precisa ser forte o suficiente, mesmo que muitas vezes essa tarefa seja um tanto quanto ingrata.


Texto que faz parte da cobertura da edição 2021 do Festival Fantasia

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20.8.21

Fantasia Festival: All the moons

Fantasia Festival: All the moons

All the moons
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Texto que faz parte da cobertura da edição 2021 do Festival Fantasia

This critic is part of Fantasia Festival 2021 coverage

Não tem como saber se sempre foi a ideia do diretor Igor Legarreta fazer com que sua protagonista Amaia, no filme All the Moons, servisse como uma grande metáfora para a solidão que existe em nós. Principalmente porque o filme é, de inicio, uma história comum de vampiros tentando sobreviver na sociedade humana.

O filme se passa por volta dos anos 1800 e após um desastre no orfanato onde mora, Amaia é salva por uma vampira e mordida por esta. Assim, ela está destinada a imortalidade desde que fique nas sombras e saia em dias nublados. Acompanhamos a jornada dessa menina quando ela conhece Candido, um homem que perdeu a mulher e a filha e encontra em Amaia uma segunda chance.

19.8.21

Fantasia Festival: Yakuza Princess

Fantasia Festival: Yakuza Princess

Yakuza Princess
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Texto que faz parte da cobertura da edição 2021 do Festival Fantasia

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Há vários filmes sobre vingança e de certa maneira, o filme mais conhecido de Vicente Amorim, “Corações Sujos”, é uma obra sobre isso e talvez seja com ainda mais força, sobre a não aceitação de um fato e das consequências desse para a sociedade. Assim, não é com surpresa que o trabalho mais recente do diretor seja um filme de ação.

“Yakuza Princess” relata a trajetória de Akemi, uma jovem mulher japonesa moradora de São Paulo, cuja vontade é voltar para a terra natal. Esse desejo é interrompido quando ela descobre estar no meio de uma história com a Yakuza, da qual é a herdeira e toda sua família foi assassinada devido a essa guerra. Através da relação dela com um homem que perdeu a memória e um compatriota que vem ao Brasil para ajudá-la, ela precisa decidir sobre seu posto dentro da máfia.

16.8.21

Fantasia Festival: Satoshi Kon, The Illusionist

Fantasia Festival: Satoshi Kon, The Illusionist

Satoshi Kon, The Illusionist
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Texto que faz parte da cobertura da edição 2021 do Festival Fantasia

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Talvez a estrutura escolhida pelo diretor Pascal Alex-Vincent para abordar a vida de Satoshi Kon nesse documentário não tenha sido a melhor. Não digo isso em um sentido ruim, por mais irônico que possa parecer, digo por que a estrutura é a de um documentário convencional e Kon, diretor e animador, podia ser tudo, menos convencional.

Claro, não estou aqui para dizer como um diretor de cinema poderia melhorar o seu filme, seria de um pedantismo absurdo. A partir disso, o documentário “Satoshi Kon – The Illusionist” pode até ser isso que foi citado em relação a linguagem, mas não é nada disso em relação a ideia e aos depoimentos dos entrevistados.

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