11.12.17

Crítica: “Loveless”

Loveless
Imagem: Divulgação
Por volta de 25 minutos de projeção, um dos personagens de “Loveless” (Palavra que significa “Desamor” ou “Falta de Amor”) diz “Desamor, não se pode viver com desamor”. De fato, ele tem razão, viver com desamor é algo sério, impossível de ser feito, e em casos mais sérios, leva a consequências extremas.

Novo filme de Andrei Zyvagintsev, diretor do ótimo “Leviatã” de 2014, traz uma história totalmente diferente deste (Porém, se mantendo no drama familiar). Zhenya e Boris estão se separando e se encontram bem adiantados no processo, porém, nenhum dos dois deseja adquirir a guarda de seu filho, Alyosha, de 12 anos, e concordam em coloca-lo em um internato. O menino escuta a conversa na qual os pais chegam a essa decisão, e no dia seguinte, desaparece, portanto, a projeção retrata a procura dos pais pelo garoto.

4.12.17

Crítica: Bingo – O Rei das Manhãs

Bingo - O Rei das Manhãs
Imagem: Luiz Maximiliano/Divulgação
Contar histórias baseadas em fatos reais nunca é uma tarefa fácil, por uma série de motivos, porém, os principais são aqueles considerados óbvios: a estrutura episódica que o roteiro pode assumir, engrandecer uma personalidade mesmo essa tendo atitudes duvidosas e os clichês presentes na obra devido a adaptação.

“Bingo – O Rei das Manhãs” felizmente não comete esses erros, porém há certas coisas ali que não encaixam, mas para cada uma dessas há uma cena ou um detalhe compensativo, assim o diretor Daniel Rezende (um dos melhores montadores do mundo), faz uma estreia muito boa na direção.

27.11.17

Crítica: “Mudbound” e a soberba da técnica

Mudbound
Imagem: Netflix
Poucos filmes conseguem unir ideologias, na maioria das vezes temos obras que ou mostram um lado, de uma forma extremamente detalhada, ou temos o oposto, um outro lado, de maneira detalhada e bem contada.

Em projeções que abordam as matrizes populacionais formadoras da sociedade, essa ferramenta unitária é comum, e não é um erro, mas o cinema como arte sente falta de um filme que consiga, usando as ferramentas de maneira igual, abordar os dois opostos, de maneira que um complemente o outro, porém entendendo que os prejudicados são aqueles considerados minoria, ou ao menos, minorias qualitativas de acordo com um opressor.

20.11.17

Crítica: A solidão de todos nós em “Na Praia a Noite Sozinha”

Na Praia á Noite Sozinha
Imagem: Divulgação
Se existem filmes capazes de abordar a internalidade de cada pessoa, é Hong Sang-soo. Diretor sul-coreano de alta produção, ele consegue através da técnica, expor sensações de uma forma que dificilmente será igualada, em uma combinação de além do aspecto já citado, história envolvente e boas atuações.

Em seu novo filme, “Na Praia a Noite Sozinha”, há todos esses aspectos, interligados entre si por uma fotografia impecável. A história é a seguinte, Young-hee, interpretada por Kim Min-Hee (de A Criada), é uma moça que após uma viagem para Alemanha, volta a Coreia do Sul para rever amigos e parentes. Esse retorno é marcado por um amadurecimento da jovem, pois, ela passou um bom tempo fora de casa.

13.11.17

Crítica: “O Matador” e a ação nos filmes nacionais

O Matador
Imagem: Netflix

Há vários filmes nacionais de ação, ao contrário do que boa parte do público brasileiro pensa, e isso se deve muito a duas coisas, os filmes “Deus e o Diabo na Terra do Sol” e “Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro” de Glauber Rocha, e aos anos 2000, devido aos dois filmes “Tropa de Elite” de José Padilha.

Talvez, as duas primeiras projeções tenham servido de influencia para “O Matador”, de Marcelo Galvão, primeiro filme brasileiro feito pela Netflix. A obra conta a história de Cabeleira (interpretado por Diogo Morgado), abandonado ainda bebê no meio do sertão, é criado por um matador e, quando este desaparece, decide procura-lo e passa a seguir seus passos, ou seja, ele também se torna um matador.