18.6.18

Crítica: Em Pedaços

Crítica: Em Pedaços
Em Pedaços
Imagem: IMOVISION / Divulgação

Fatih Akin é um diretor turco que com o aumento da imigração de refugiados para a Turquia e Alemanha, usa essa atualidade em seus filmes. Apesar de inteligente nessa escolha, seus trabalhos não são de todo bons, devido a inconsistência do elenco, que conta com atores e atrizes fracos ou no máximo medianos, se não fosse isso ele seria mais conhecido. Felizmente, isso não acontece “Em Pedaços”, um ótimo estudo de atualidade e de personagem.

Lançado em 2017, escolhido como pré-candidato ao Oscar 2018 chegando até a fase dos nove finalistas, vencedor do Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro, a obra conta a história de Katja (interpretada por Diane Kruger), mulher alemã, casada com um turco e com um filho de seis anos. Ele trabalha em um escritório, e no dia em que estava cuidando do filho no trabalho, uma bomba explodiu em frente ao local, matando os dois. Katja passa a ajudar nas investigações para a descoberta do culpado.

10.6.18

Crítica: Um Lugar Silencioso

Crítica: Um Lugar Silencioso
Um Lugar Silencioso
Imagem: PARAMOUNT PICTURES / Divulgação

Nos idos do cinema, quando os filmes eram mudos e na época seguinte a essa, quando eram sonorizados, a imagem era mais essencial do que hoje, pois era ela quem precisava contar a história, mesmo com os diálogos escritos em quadros próprios para ele, sem a imagem, não seria possível o cinema ser o que é, pois a sétima arte é imagética.

O som é um complemento disso e como diria o diretor Robert Bresson, “O cinema sonoro criou o silencio”. Assim, ao assistir “Um Lugar Silencioso”, uma obra que tem sua força nas imagens e na presença e ausência de som, foi inevitável não pensar no cinema no começo de sua história.

3.6.18

Crítica: Círculo de Fogo - A Revolta

Crítica: Círculo de Fogo - A Revolta
Círculo de Fogo; A Revolta
Imagem: Universal Pictures / Divulgação

Em 2013, “Círculo de Fogo”, um filme sem grandes pretensões dirigido por Guillermo Del Toro, surpreendia nas bilheterias ao redor do mundo. Essa surpresa esteve presente no público, que conseguiu encontrar na obra algo para se entreter que cumpre muito bem a função e na crítica, já que tecnicamente é um trabalho sem erros, com sequencias de ação interessantes e referências a “Godzilla”, apenas para citar uma das inspirações.

A sequência, “Círculo de Fogo: A Revolta”, produzida por Del Toro e dirigida por Steven S.De Knight é um filme que funciona e agrada da mesma forma que o primeiro, mas, ao tentar trazer o ineditismo em um vilão, comete o erro de não se aprofundar nele o suficiente, logo, um personagem que deveria ser mal, é apenas excêntrico, tentando e não conseguindo ser engraçado.

27.5.18

Crítica: Fahrenheit 451 (2018)

Crítica: Fahrenheit 451 (2018)
Fahrenheit 451 (2018)
Imagem: HBO / Divulgação

Ao ser escrito por Ray Bradbury, “Fahrenheit 451” fazia uma previsão triste de um futuro onde a educação seria desvalorizada, a memória seria jogada no lixo e as pessoas seriam felizes na mesma proporção que o conhecimento seria pouco. Logo, basicamente o livro reflete uma vontade do sistema, em querer que a sociedade seja alienada e não saiba de nada.

Quando François Truffaut lança a adaptação deste livro para o cinema, no ano de 1966, o filme é lançado em uma época de Guerra Fria, e é muito impactante ver como a projeção encaixou com o contexto da sociedade naquela época, onde o “sonho americano” voltava a crescer e ter força e os livros eram propagados por uma geração jovem, revolucionária, inspirada ou que fazia parte da “geração beat”.

Sendo assim, para a adaptação dirigida por Ramin Bahrani funcionar, a obra tinha que ser adaptada para o contexto social atual, portanto, uma sociedade cada vez mais rápida, com alto uso da tecnologia e das redes sociais digitais e que substitui um livro por uma curtida. Esse é o “Fahrenheit 451” que vemos aqui, no remake de 2018.

20.5.18

Crítica: You Were Never Really Here

Crítica: You Were Never Really Here
You Were Never Really Here
Imagem: Divulgação

Sem dúvida, o papel de um filme é questionar aspectos da sociedade e fatores influenciadores de certas ações das pessoas, estes podem ser mais recentes ou podem ter sido carregados durante toda a vida, tendo um papel preponderante nas decisões tomadas em relação aos outros e a si mesmo.

Partindo disso, Lynne Ramsay, diretora desse “You Were Never Really Here” usa uma questão sempre presente na sociedade, o livre arbítrio e o seu limite, para compor um personagem e suas atitudes, além de realizar um questionamento sobre um assunto sério e atual, que passa pela noção do livre arbítrio.
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