21.9.15

Crítica: Edificio Master

Edifício Master


A palavra “alteridade” tem como significado o “respeito ao diferente”, esse respeito é utilizado em todos os filmes de Eduardo Coutinho, mas especialmente em um chamado “Edifício Master” que foi lançado em 2003.





Esse documentário retrata a vida de diversas pessoas em um prédio de apartamentos conjugados, são 276 apartamentos, 23 por andar, 12 andares e aproximadamente 500 pessoas vivem ali. E é ai que a alteridade entra, as entrevistas são feitas com “gente como a gente”, temos uma moradora que foi professora e sofre de sociofobia, temos uma moça que é garota de programa para sustentar sua filha de 6 anos, o ex-jogador e ex-técnico de futebol, um homem que viveu grande parte da vida nos EUA, conheceu e cantou dois versos da música “My Way” com Frank Sinatra. Pessoas que foram expulsas de casa, gente que veio morar ali por falta de opção, enfim, a antropologia, o estudo do outro se faz extremamente presente em um universo rico e tudo isso em apenas uma hora e cinquenta minutos de filme.

“Edifício Master” tem como principal objetivo mostrar como a diversidade esta em todo lugar, está no prédio residencial retratado na obra, está no transporte público que utilizamos todo dia, está nas pessoas que vemos na calçada da rua de casa, ela está presente em todo lugar. Mas além de uma diversidade em um ambiente antropologicamente rico, vemos o respeito entre aqueles moradores, vemos a paixão pela vida, vemos algo que nos precisamos enxergar atualmente que é o se importar com o outro, em determinado momento um homem diz “Quando eu morava na zona norte, eu sabia quem era a Maria, o João, o Joaquim, quando eu vim morar aqui, na zona sul eu não sabia mais quem eram os meus vizinhos, fiquei sabendo que o seu Henrique passou mal em sua casa após uma conversa no corredor com um vizinho”. E ai é que ta o ponto, nós não nos importamos mais com o próximo, não há mais o respeito mútuo que é necessário para uma boa convivência intrapessoal, e todos precisam disso, precisamos nos ajudar, pois o primeiro passo para um país melhor é o respeito.

O primeiro passo para uma nação melhor é a alteridade.

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