28.9.15

Crítica: A Aventura

A Aventura


Filme dirigido por Michelangelo Antonioni e lançado no ano de 1960, conta a história de Anna quando esta faz uma viagem de barco com o namorado, melhor amiga e mais alguns casais e acaba por desaparecer sem deixar nenhum rastro.




Obra que é uma clara critica a burguesia daquela época - mas que continua atual - pois o ponto principal do filme não é o desaparecimento de Anna e sim essa critica que é assumida na metade da projeção quando o diretor decide mostrar como os companheiros de viagem se ocupam apenas em festas, conversas vazias e sexo e dando destaque ao caso que o namorado da desaparecida desenvolve com a melhor amiga desta.

Mas, porque Anna desapareceu? Como ela desapareceu? O público nunca terá essa resposta, porém sobre isso nos podemos fazer uma reflexão, ela desaparece durante a parada realizada na ilha logo ela pode ter sido raptada pelos nativos, ela pode ter caído de um dos vários montes que a ilha apresenta, ela pode ter tropeçado e caído em uma das correntezas fortes que no local se encontram, ou- e o mais provável- ela pode apenas ter realmente desaparecido com o objetivo de não deixar nenhuma pista para que a achassem e ter feito isso para finalmente escapar de uma vida vazia, de pessoas fúteis, falsas, sem nenhum tipo de inteligência ou conhecimento cultural, ela pode ter desaparecido por vontade própria apenas pelo simples prazer de fugir de tudo aquilo que é vazio.

E caso tenha sido isso, convenhamos que todos nós temos essa vontade ou já a sentimos em algum momento de nossas vidas e nesse caso teríamos inveja da personagem que foi extremamente bem sucedida naquilo que buscou.

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