14.12.15

Crítica: Jogo de Cena

Jogo de Cena


Filme-documentário de Eduardo Coutinho lançado em 2007, conta a história de diversas mulheres, mas de uma maneira diferente.





Após terem publicado no jornal um anúncio para que qualquer mulher fosse a um teatro contar suas histórias, todas elas depois de serem contadas, são recriadas e contadas novamente só que dessa vez por atrizes consagradas do teatro e cinema brasileiro, como por exemplo, Fernanda Torres, Andréa Beltrão e Marília Pera.

É um filme belíssimo e mostra como todos nós temos que ter empatia, pois nós somos apenas um espelho do outro, nós somos iguais, e novamente Coutinho usa o conceito de alteridade em mais uma obra belíssima. O filme me lembrou uma performance da artista sérvia Marina Abramovic chamada “The Artist is Present”(O Artista está presente) no qual ela ficava sentada em uma cadeira, em frente a uma mesa e a uma pessoa que permanecia sentada em outra cadeira a sua frente.

O objetivo da performance é mostrar que o artista ali presente é igual a qualquer pessoa que se sentou em frente a ela, a mostra aconteceu no ano de 2010. O filme mostra justamente isso, mulheres sentadas em uma cadeira contando sua história para um diretor e as atrizes contando as histórias novamente, mostra que nós somos o mesmo, diretor, homem, mulher, ator, atriz, pai, mãe, rapper, escritor, não importa quem somos, todos somos iguais.

Ou ao menos deveríamos ser.

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