7.12.15

Crítica: Rocco e Seus Irmãos

Rocco e Seus Irmãos




Filme lançado em 1960, dirigido por Luchino Visconti, conta a história de uma família do sul da Itália que se muda para o norte, para a cidade de Milão, e lá a história é desenvolvida mostrando os pontos de vista dos irmãos Vincenzo, Simone, Rocco, Ciro e Luca, sendo que Simone e Rocco se apaixonam pela mesma mulher.




Projeção belíssima, pois conta a história da família (Independente de qual seja, e de que nacionalidade seja) com uma realidade absurda, mostrando os sacrifícios que cada membro faz pelo outro e como os familiares são prejudicados por essas escolhas, no caso, o irmão mais novo, Luca, é o que sai mais prejudicado ali, pois não sabe o que está acontecendo e não sabe como agir, mas mesmo assim no final do filme, o diretor mostra que o futuro deste será bom, através da ultima cena.

Mas a estética do filme é o destaque, tudo é perfeito, porém é inevitável que ninguém se lembre do clássico “O Poderoso Chefão” quando assiste a esta projeção, os ângulos de câmera, enquadramentos, o filme de Coppola parece relembrar, ou homenagear porque não, este filme de Visconti, e claro a trilha sonora de Nino Rota remete muito ao filme de Coppola, até porque Rota fez as trilhas sonoras para “Rocco e Seus Irmãos” e para toda a trilogia “O Poderoso Chefão”, como esses filmes tratam da família, de formas diferentes que fique bem claro, fica difícil que o compositor não fizesse referencia ao filme italiano no filme americano, já que o primeiro filme da saga dos Corleone é do ano de 1972.

E o perfil do ator Alain Delon (que interpreta Rocco) é o mesmo do ator Robert de Niro, e algumas cenas desta projeção lembram algumas cenas dos filmes “Touro Indomável” e “Taxi Driver” ambos dirigidos por Martin Scorsese e ambos tendo os personagens principais interpretados por De Niro, o que mostra mais uma referencia a este clássico de Visconti.

Projeção perfeita, “Rocco e Seus Irmãos” merece todas as homenagens e referencias possíveis de todos os diretores que se dignem a fazê-la, pois, é um filme incrível, e todos os adjetivos que descrevam algo bom cabem a esta obra.

2 comentários:

  1. Assisti ao filme e achei a estória fraca,mais a fotografia e a direção de arte é sensacional, muito bom filme principalmente pra época em que foi feito ./

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  2. Nossa , a fotografia é belíssima, mais a estória é linda .

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