22.2.17

Crítica: Tanna



A sociedade apesar de vários acontecimentos históricos não muda, ou, ela muda quando ocorre algo muito brusco que a force a mudar. Isso acontece não apenas com a sociedade moderna, mas, com as dos índios também, e é justamente isso que “Tanna”, indicado australiano ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2017 mostra.

Dirigido por Bentley Dean e Martin Butler, o filme conta a história de duas tribos que usam o casamento arranjado com forma de manter a paz, assim como se fazia na idade média e se faz hoje em alguns países. O casal formado por Dain, um guerreiro e Wawa, uma moça jovem é forçado a não poder viver seu amor, já que, Wawa é obrigada a se casar com um membro da outra tribo, por conta de um acordo de paz.




A obra ilustra bem o cotidiano da tribo do casal principal, utilizando de planos abertos e cenas com poucos cortes, a rotina é bem exposta, desde as conversas durante o momento de lavar roupa, passando pela caça, e pela brincadeira das crianças, tudo é exposto através dessa imersão realizada pelos planos abertos.

Imersão que está principalmente em seus diálogos, não por seu teor, e sim pela língua natural da tribo que é a utilizada durante o filme todo, fazendo com que o público se aproxime mais daquelas pessoas, além de que, os diálogos contem uma carga cultural fortíssima por conta das várias histórias contadas, histórias que remetem ao passado da tribo e também a divindade na qual a tribo acredita.

Há uma exposição de estudo de sociedade frequente na obra, pois, aqui, vemos um costume muito popular na idade média e ainda utilizado em alguns países, porém, fica bem claro que os índios buscam sempre a paz e a mudança para um ambiente de igualdade entre as duas tribos, logo, temos muito que aprender com eles, principalmente em sua busca.

Até porque, eles buscam mudar, e acabam por mudar afinal, para uma sociedade igualitária que respeita o passado e não o ignora, enquanto nós buscamos a mudança em prol do nosso beneficio. Há muito que aprender com esse filme e com os índios, não só os que foram retratados aqui, que fique bem claro.

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