15.2.17

Crítica: Um Homem Chamado Ove



A sociedade e a tecnologia estão sempre mudando, os mais fortes são os que sobrevivem como é dito na teoria evolucionista. Ainda assim, existem pessoas que são saudosistas e levam o passado em consideração, mais até do que o presente, sejam por terem motivos que os levem a ter saudade ou apenas por ter saudade de um tempo especifico.

O diretor Hannes Holm mostra aqui a história de Ove, um homem que tem saudade do passado e que perdeu a mulher recentemente. Tendo que lidar com a depressão por conta da perda, Ove decide se suicidar, porém, sempre quando há uma tentativa ele é interrompido, seja por lembranças ou por algum acontecimento no condomínio onde reside.




Ove é um homem bom, apesar de ser raivoso, e essa raiva é explicada por um sentimento que é saudade, ele sente falta da mulher, e viver na casa onde os dois moraram juntos por muito tempo não o ajuda, ele sente saudade de um tempo em que a tecnologia não era tão presente na vida do ser humano e é por isso que ele observa com ódio pessoas mexendo em seus celulares e notebooks.

Sendo assim, o filme é um estudo de sociedade que é pertinente nos dias atuais, pois, apesar de ser importante e de estar se tornando cada vez mais necessária, ocorre um uso exagerado da tecnologia hoje em dia, então as pessoas se esquecem de que existem outras pessoas e se preocupam mais em filmar os acontecimentos ao seu redor do que vivencia-los, e apesar de fazer isso com raiva e com xingamentos, Ove critica esse exagero, e não podemos deixar de reconhecer que ele tem razão, porém, há uma falta de tato nas criticas do homem.

Percebemos tudo isso de forma magistral por conta da atuação de Rolf Lassgard que apenas com seu olhar consegue transmitir uma infinidade de sentimentos, sendo os principais: raiva e saudade. E ainda, por conta dele, percebemos como a inclusão ao imigrante é importante, e como o respeito ao LGBT também é, ele é um homem que trata todas as pessoas com igualdade.

Logo, “Um Homem Chamado Ove” é um filme que ensina através de seu personagem, que consegue realizar um estudo antropológico rico e ainda mostra que como estamos indo errado em direção ao exagerado uso da tecnologia, que, sim, é necessária, mas, se usada com parcimônia com certeza o rendimento dela será mais alto, e as pessoas voltarão a olhar umas pras outras.

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