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| Imagem: Vitrine Filmes / Divulgação |
1980, National Gallery of Art, Dublin, Irlanda, Marina
Abramovic e o seu então parceiro Ulay, fazem Rest Energy, uma performance na
qual eles ficavam de frente um para o outro, ele apontava uma flecha
engatilhada no arco para o peito da moça, caso ele fizesse um movimento,
qualquer um, por mais leve que fosse, a flecha seria atirada, não poderia ter
nenhum descanso (Rest) durante a performance.
2017, Rio de Janeiro, uma estamparia localizada em algum
ponto qualquer da cidade, uma mulher e um homem, os personagens não têm nomes
na projeção, pois são símbolos, como explicarei mais adiante. Ela, interpretada
por Raquel Karro, bailarina e Ele (representado por Rodrigo Bolzan) escultor,
dividem um espaço por igual para prepararem suas respectivas apresentações. Se
um dos dois descansa, de maneira metafórica, a flecha simbólica é disparada.
Flecha que a diretora de “Pendular”, Júlia Murat, faz
questão de deixar claro que são mais de uma, a das profissões, a da pressão
acarretada pelas respectivas carreiras, a pressão do mantenimento de um
relacionamento saudável e claro, àquela que representa o futuro da vida entre o
casal.

