25.1.16

Crítica: Spotlight - Segredos Revelados

Spotlight - Segredos Revelados


Filme dirigido por Tom McCarthy, conta a história de uma equipe de jornalistas que descobre através de seu editor um caso gigantesco de abuso de crianças por membros da igreja, sendo que a instituição esconde esses acontecimentos mudando os padres acusados de local de trabalho.

Obra sem nenhum erro, bem escrita e trabalhada, poderia ser uma história confusa, abranger aspectos de direito que somente advogados e estudantes da área entenderiam, mas, o filme não faz isso, o público consegue entender perfeitamente tudo o que se passa na tela através dos diálogos simples, bem construídos e inteligentes.




A projeção também mostra a velocidade em que o jornalismo ocorre através de cortes secos (quando troca a cena de forma mais rápida) seguidos e os diálogos são rápidos para mostrar esta velocidade, destaco um travelling (Movimento de câmera na qual ela se desloca por um espaço) interessante que acontece quando a equipe se reúne para compartilhar as suas informações, até que algo é descoberto e tudo fica mais abrangente, a câmera é movida para trás gradualmente para mostrar essa abrangência no caso e esse movimento aqui usado remete a Stanley Kubrick que adorava usar travellings para trás, porém, não é só isso, o filme expõe um jornalismo ético o que muita gente não sabe o que é hoje em dia, todos os membros da equipe respeitam a fonte, sendo ela de qualquer grau de importância, e respeitam o off (Informação que a fonte não autoriza a ser divulgada), eles se preocupam em denunciar o crime e em contar a história, a velocidade de divulgação desta apenas fica importante depois que certa coisa acontece e quando a reportagem está quase pronta, o jornalismo interpretativo que é mais aprofundado aqui é exposto com perfeição.

O elenco é eficiente, Rachel McAdams está ótima como Sacha, o mesmo pode ser dito de Liev Schreiber como Marty Baron que é o editor chefe, mas, os destaques vão para Michael Keaton como Walter Robinson e Mark Ruffalo como Mike Rezendes, dois personagens bem construídos e que conquistam o público com suas respectivas personalidades.

“Spotlight” se torna em um novo clássico do jornalismo ao lado de “Todos os Homens do Presidente”, “Cidadão Kane” e “Show de Truman”, porque mostra um jornalismo sendo feito de forma ética, concreta e mostra a profissão como ela é: incrivelmente arriscada e apaixonante.




3 comentários:

  1. Já assisti , gostei muito da história e mais ainda dá fotografia. Valeu

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