1.2.16

Crítica: Perdido em Marte

Perdido em Marte



Filme dirigido por Ridley Scott, conta a história de Mark Watney (Matt Damon) que é um astronauta trabalhando em Marte, após uma tempestade ele é dado como morto, porém o rapaz sobreviveu e a NASA precisa busca-lo no planeta vermelho.




Obra excelente, apesar de ser um enredo já conhecido por todos e já abordado anteriormente por outros filmes, a projeção é eficiente em criar tensão e em fazer o público se envolver e torcer pelo protagonista, e isso se deve a atuação perfeita de Matt Damon, que criou um personagem sarcástico, divertido e muito inteligente. A cena da tempestade é excelente e muito bem-feita, e claro, a cena final do filme, merece destaque por ser o ápice da tensão e da ação, a montagem foi tão bem-feita que acredito ser impossível não ficar apreensivo durante a sequência.

O elenco é muito bom, com destaque para Jessica Chastain e Chiwetel Ejiofor que estão muito bem em seus personagens, ela como capitã da equipe de Watney, ele como um dos responsáveis pelo planejamento do retorno do astronauta para Terra. E as cenas que mostram as estratégias e artifícios merecem destaque não pela tensão e nem pelos diálogos e sim por toda a atuação de um competente elenco secundário.

“Perdido em Marte” marca a volta de Ridley Scott aos bons filmes, ele retorna em um gênero no qual se sente confortável, estamos falando do diretor de Alien – O oitavo passageiro e Blade Runner, e este filme aqui sobre o qual eu escrevo não fica nem um pouco atrás destes dois que citei, na verdade, fica lado a lado. Que Scott continue nesta boa empreitada e que o filme novo de Blade Runner seja tão bom ou melhor do que este aqui.

P.S: Reparei em uma referência a 2001 – Uma Odisseia no Espaço, justamente no final, quando Watney faz o movimento com a mão para agarrar o braço da capitã é exatamente o mesmo que o bebé faz no final do clássico de Kubrick.

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