12.2.16

Crítica: Brooklyn

Brooklyn




Filme dirigido por John Crowley, conta a história de Eilis (Ronan) irlandesa que vai morar nos Estados Unidos, a obra narra a vida da garota no novo país e a mudança que ocorre na vida da moça.




Projeção ótima, que recria os anos 60 e meados dos 70 de forma perfeita, com os seus figurinos, 
música e as lojas de cosméticos e roupas típicas americanas. Também mostra a frivolidade das pessoas na época, gente que se importa mais com um óculos do sol do que com uma possível amizade no quarto ao lado, e mostra como Eilis consegue escapar disso sendo apenas ela mesmo, uma simples garota de um pequeno vilarejo na Irlanda, que faz o que tem que ser feito, é fiel e inteligente.

O figurino expõe a mudança da personagem, no início, as roupas que Eilis usa são de cores sóbrias e frias, cinza, marrom, bege, e a partir do momento que ela se adapta a vida americana, as cores passam a ser mais claras, como o verde, branco, amarelo e principalmente o vermelho. Na cena final, quando algo importante acontece, a cor do batom que a personagem usa é vermelho, indicando que ela nunca mais voltaria a sua terra natal.

A personagem de Ronan consegue ser doce, fria e a construção feita pela atriz, principalmente na adaptação inicial quando ocorre a mudança merece destaque, e quando já acostumada com o lugar onde vive, Eilis vira uma mulher não apenas mais forte, mas também com classe, uma típica dama americana dos anos 60.

“Brooklyn” é um filme que merece ser assistido, apesar de ser simples, e de ter uma história já conhecida de todo o público, o figurino e a direção de arte fazem a obra valer a pena, e a transformam em uma das maiores recriações de uma época histórica.

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