15.2.16

Crítica: Ponte dos Espiões

Ponte dos Espiões


Filme dirigido por Steven Spielberg, conta a história do advogado Jim Donovan (Tom Hanks) quando este após defender um espião soviético nos tribunais é encarregado de negociar a troca entre o agente que defendeu, um soldado americano e um estudante de economia.

Obra que tem seus méritos, as cenas são bonitas e bem-feitas, os anos 50 foram recriados com sucesso. Pronto, os méritos acabam aqui, Spielberg usa a mesma formula que usou em “Lincoln”, cenas desnecessárias como por exemplo, não precisava ter mostrado personagens sendo que eles iam aparecer em uma, duas cenas no máximo, algumas cenas são confusas e mal encaixadas, a tropa do qual o soldado que viria a ser resgatado faz parte aparece uma vez por pouco tempo para depois ser esquecida por quase uma hora de projeção, e aparecer novamente.




Fora que, nunca mostram os americanos interrogando o agente russo, não mostram os americanos atacando ninguém, mas, mostram alemães matando gente no muro de Berlim, russos interrogando o soldado americano de forma brutal, como se somente o estrangeiro fosse mal e o americano fosse bom.

O final é desnecessário, o filme poderia ter acabado após o fim das negociações, as legendas explicando o que aconteceu com os principais envolvidos apareceria em algum canto da tela e estaria ótimo, mas não, Spielberg decide mostrar Donovan vendo a família e o resultado da troca sendo noticiado no EXATO momento que ele chega em casa, o que parece ser uma tentativa de fazer o público chorar de felicidade, igualzinho ao o que ele fez com a morte de Lincoln, deixando o público ver o que já sabem, o assassinato do presidente no teatro e após isso o filho dele chorando, o filme poderia acabar com o líder político americano apenas entrando no teatro.

Fora a rima visual ridícula na cena do metro, na primeira vez todos aparecem olhando o advogado de maneira feia, pois ele tinha acabado de defender um soviético, no final as pessoas o veem no metro e sorriem, pois, ele salvou os americanos citados no primeiro parágrafo, isso mesmo, não porque ele salvou pessoas, pois se não fossem soldados americanos os salvos os olhares iriam permanecer iguais ao da primeira cena.

Após tudo isso, para finalizar, existe uma diferença entre “Lincoln” e este “Ponte dos Espiões”, a atuação de Daniel Day Lewis é um absurdo de fantástica, já a de Tom Hanks (Ator incrivelmente talentoso) é apenas comum.

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