9.2.16

Crítica: O Quarto de Jack

O Quarto de Jack


Filme dirigido por Lenny Abrahamson, conta a história de Joy e Jack que vivem em um quarto confinados, após um homem ter sequestrado a moça.




Obra bonita e inteligente em seus aspectos técnicos, o quarto é retratado pela direção de fotografia não apenas como um espaço pequeno, mas também um espaço claustrofóbico, que oprime e assusta, assim como o sequestrador que aparece ali toda noite. E após a saída do quarto, a ideia de mostrar como o mundo oprime a mãe e o filho, através de planos abertos (Onde toda a paisagem aparece) foi acertadíssima, por conta do ambiente do qual os dois acabaram de sair.

O roteiro é bom e o desenvolvimento de Jack é o maior trunfo do filme, uma decisão inteligente foi mostrar a visão do menino quando alguém se aproxima dele, ele se sente oprimido pelo acontecido, o que é esperado, mas esse ângulo de câmera permite ao espectador uma maior empatia com os personagens,

O elenco é bom, com destaque para a dupla principal, Joy, interpretada por Brie Larson é vivida com intensidade e carinho pelo filho, mostrando que ela como mãe é responsável pelo menino e ama ele. Jack, interpretado por Jacob Tremblay rouba a cena, com seus aspectos físicos e principalmente da forma que o ator passa a grave situação psicológica que o menino encarou.

E o menino, merecia indicações por conta de sua atuação, pois ele encara o personagem com inteligência, quando ele está no quarto, aquele é o mundo dele e ele fala e descreve os objetos daquele cômodo como se apenas uma versão deles existisse, para ele, um tapete é apenas aquele que ele vê, e isso se aplica para a cama, para os brinquedos, o que mostra uma clara referência a filosofia de John Locke, de que a mente quando nascemos é uma lousa em branco, e Jack passa esse pensamento e como a lousa vai se preenchendo de forma soberba.

Projeção eficiente, “O Quarto de Jack” é um filme bom e chama a atenção por suas fortes atuações. (Principalmente a do menino, que ator brilhante!).

P.S: A alusão ao livro “O Conde de Monte Cristo” é maravilhosa e essencial para a trama.

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