22.2.16

Crítica: Theeb

Theeb


Filme dirigido por Naji Abu Nowar, conta a história de um menino chamado Theeb que vai com seu irmão levar um soldado inglês e um companheiro até o regimento deste, que fica no alto das montanhas em um deserto, quando ladrões atacam o grupo. Tudo isso em um período de guerra.





Projeção muito bonita, com diálogos fortes, e fotografia perfeita, pois todas as cenas no deserto são claras quando acontecem no dia, o que indica que é no dia que as coisas acontecem, e escura durante a noite, e isso mostra que o período noturno serve apenas para descansar. Sendo que, nas cenas noturnas, quando os atores são mostrados, é feito de forma de os que estão em cena fiquem claros, para que o espectador o veja sem maiores dificuldades, tendo em vista que provavelmente o filme foi filmado realmente em um deserto, a fotografia ganha mais destaque ainda.

Os atores, principalmente aquele que interpreta o menino, Jacid Eid, são excelentes, Eid faz o seu personagem ser misterioso, nunca dá para saber o que o garoto irá fazer, o que se sabe é que ele fará algo, seu irmão Hussein, interpretado por Hussein Salameh, demonstra afeto, ambição e também frieza nos momentos necessários.

Com isso, “Theeb” se torna uma obra efetiva e que mostra bem aquilo que o filme repete em vários momentos ao longo de sua uma hora e meia de duração: “O forte come o fraco” e “O lobo não mata o outro lobo, pois este deu de comer a ele”, este segundo princípio é essencial na última cena.

E que última cena!

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