7.3.16

Crítica: Carol

Carol


Filme dirigido por Todd Haynes conta a história de Therese quando esta conhece Carol, a primeira trabalha em uma loja de brinquedos e tem uma vida tediosa e a segunda está se divorciando e descobre que não vai passar o natal com a filha, após esta descoberta Carol chama Therese para viajar pelo oeste dos Estados Unidos.




A obra é perfeita tecnicamente, como é de praxe deste diretor, destaque para o uso da cor e do figurino, o filme começa escuro, remetendo a vida das duas protagonistas, no começo da viagem a obra fica clara e a cor fica mais viva, mostrando que a vida delas melhorou e passou a ser mais feliz e após a viagem o filme volta a ficar escuro, porém com a cor presente em determinados momentos e em certas partes da cena, por exemplo, no batom vermelho que Carol usa nos jantares, na roupa preta mas com traços brancos de Therese, nos adornos como cachecóis, chapéus e óculos que as duas usam, sempre com predominância da cor escura mas com traços de claridade, o que expõe que nenhuma das duas se encontra feliz mas que elas tem esperança de voltar a ser.

Com esses pontos positivos devidamente destacados, devo ressaltar a maior qualidade da projeção, as atuações, Cate Blanchett está soberba como Carol, ela criou uma personagem forte, com classe, afetuosa. Já Rooney Mara que interpreta Therese, cria a sua personagem de maneira gradual, Therese Belivet vai crescendo ao longo do filme, passa de uma jovem que não gosta de viver, a alguém que está conhecendo outro mundo e por fim em uma pessoa bem-sucedida, ambiciosa e elegante.

Elegante, a palavra perfeita para definir não só a personagem de Mara, mas o filme também, obra elegante como a atuação de Rooney Mara, soberba como a atuação de Cate Blanchett e perfeita como os filmes de Todd Haynes costumam ser.

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