14.3.16

Crítica: Ex Machina

Ex Machina


Filme dirigido por Alex Garland, estrelado por Alicia Vikander, Domhnall Gleeson e Oscar Isaac, conta a história de Caleb (Gleeson) que ganhou uma competição para passar uma semana com o recluso dono da empresa que trabalha Nathan (Isaac), quando chega a casa dele, Caleb descobre que não é apenas uma visita comum, é para testar o novo experimento do patrão, uma mulher criada artificialmente chamada Ava (Vikander), o teste é para saber se a inteligência artificial dela funciona.




Obra incrível, comunicativa, os personagens são fascinantes e o princípio de “deus ex machina” (Deus surgindo da máquina é usado com sucesso, pois é explorado de várias formas, é exposto na figura de Nathan quando este mostra sua invenção pela primeira vez para Caleb, pois o dono da empresa se acha um deus por isso, é exposto no personagem de Caleb por conta do seu nome que é bíblico, e por causa das diversas perguntas que ele faz a Ava, que é o destaque do filme, Ava se adapta e aprende com os dois homens com que convive, inteligente, perspicaz e manipuladora, a mulher é o princípio de “deus ex machina” ela surge de uma maneira de deidade durante a projeção, o desenvolvimento da história permite a atriz Alicia Vikander explorar ao máximo sua personagem e também este conceito. Méritos para a atriz que se revela talentosíssima.

A cor comunica muito ao público, quando Caleb conta a história de Mary Preto e Branco, um computador com IA especializada em cores que enxerga tudo em preto em branco e quando sai de onde vive passa a ver cor é exposta mesmo quando a história ainda não foi contada, por via dos figurinos de Nathan, que usa basicamente combinações de peças pretas e brancas, e até em sua barba que é toda preta, o figurino de Kyoko que são vestidos brancos com pequenos detalhes em preto e claro o final do filme, que não posso falar, mas um determinado personagem passa por uma porta preta estando vestido de branco, esta cena é crucial para o desfecho da projeção.

É que projeção! Filme bem escrito, com diálogos ricos que levam a reflexão, “Ex Machina” é inteligente em evocar a seguinte pergunta “Temos consciência ou fingimos que temos? ”, bom fica no ar a dúvida.

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