11.4.16

Crítica: Sicario

Sicario



Filme dirigido por Denis Villeneuve, conta a história de uma agente chamada Kate, que é colocada em uma equipe federal para prender um líder de cartel de drogas mexicano.

Obra pesada, tensa de se assistir, que prende o público, e apresenta muito mais do que o enredo já conhecido de “policial pega bandido”, é muito mais que isso, a projeção apresenta conflitos étnicos, psicológicos e físicos inimagináveis para um filme policial. 





E aí é que Kate, interpretada brilhantemente por Emily Blunt entra na história, ela se encontra em um conflito físico de não saber onde está envolvida na operação, o psicológico dela fica abalado após a chocante cena inicial, onde encontra vários corpos em uma casa (não direi onde estão, mas preparem-se), e étnicos pois o conflito de drogas abordado é não apenas por conta do líder do cartel mexicano de drogas.

E temos então a entrada do personagem de Benicio del Toro, Alejandro, que é o personagem principal do filme, frio, controlado, e com tom de voz calmo mesmo quando nervoso, o ator construiu um dos personagens mais fortes dos filmes deste gênero, porque o personagem tem um motivo para estar fazendo aquilo, ele tem um motivo muito maior do que pegar um criminoso, um motivo que ninguém do público pode sequer prever.

Sendo assim, “Sicário” se torna um filme excelente, e mais um filme acima da média do diretor Denis Villeneuve, que já tem em seu currículo obras como “Os Suspeitos” e “O Homem Duplicado”, o diretor prova que é prolifico, e pode trabalhar com qualquer gênero. Que continue assim por muito tempo.

P.S: Alejandro, o personagem de Benicio del Toro, é o Sicário do título, os significados da palavra que são apresentados no início do filme explicam perfeitamente a obra, e após o final fica claro que o Sicário é Alejandro.

P.S2: A cena do conflito na fronteira e a sequência final são incríveis e merecem ser vistas várias vezes.

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