13.6.16

Crítica: O Medo Devora a Alma

O Medo Devora a Alma


Filme lançado em 1974 e dirigido por Rainer Werner Fassbinder, conta a história de Emmi que é uma mulher mora sozinha, quando esta conhece Ali um marroquino negro e se apaixona por ele, os dois começam a ter um relacionamento e tem que lidar com o preconceito das pessoas com as quais tem contato e também com a sociedade.





Obra que continua atual por ter como principal tema a aceitação, toda forma de amor é válida, desde a que o filme retrata, até aquelas em que as pessoas amam computadores (Retratada brilhantemente no filme Her), e claro o amor entre pessoas do mesmo sexo, todo amor é valido, não importa de quem venha e nem pra quem ele é direcionado.

Fassbinder usa enquadramentos que mostram como Emmi e Ali ficam presos no preconceito que sofrem, dois merecem destaque, o primeiro é aquele em que Emmi fica sentada na escada comendo e ela é mostrada de lado sendo assim conseguimos ver os apoios que sustentam a escada e o seu corrimão simbolizam uma prisão (Inclusive essa posição de câmera é usada duas vezes, pois na cena que Yolanda aparece e quando é ignorada por Emmi e pelas companheiras de trabalho, a nova personagem é retratada justamente desse jeito, mostrando que quando as pessoas sofrem algo elas não aprendem que isso é ruim e por conta disso não fazem algo similar com o próximo, elas fazem justamente a mesma coisa, pois não se importam com os outros, e esse egoísmo é um aspecto também da literatura machadiana), o segundo é aquele em que Ali é retratado na frente de uma cortina branca que está no meio de duas cortinas vermelhas, o vermelho é usado para retratar a violência que é o preconceito em qualquer lugar.

“O Medo Devora a Alma” é uma aula de cinema, mostrando que o filme não precisa ter uma trilha sonora para mudar a atmosfera, o silêncio pode fazer essa mesma função, e claro a obra mostra que não devemos ter qualquer forma de preconceito, pois a sociedade precisa de amor e não de mais ódio.

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