6.6.16

Crítica: Orfeu do Carnaval

Orfeu do Carnaval


Filme de Marcel Camus, que é uma adaptação do conto de Vinicius de Moraes que leva o mesmo nome e que foi inspirado na história de Orfeu que faz parte da mitologia grega. Assim como na história grega, o filme conta a história de um homem chamado Orfeu que é um músico e adapta esse mito através do texto de Vinicius que o conta a partir de uma visão brasileira no qual Orfeu é um sambista que se prepara para um desfile de carnaval.




As histórias tem algo em comum, em todas Orfeu se apaixona por Eurídice, o conto de Vinicius e o filme tem o mesmo final, mas na história que faz parte da mitologia grega Orfeu busca Hades para renascer Eurídice e ele o faz pois “ele chora lagrimas de ferro quando escuta a música tocada por Orfeu” e faz isso com uma condição que ele somente a olhe quando ela estiver sob a luz do sol, ele caminha a frente dela e quando a olha antes de chegar na superfície ela acaba por voltar a Hades pois Orfeu não cumpre com a condição estabelecida.

Quanto ao filme, foi vencedor da Palma de Ouro em Cannes e do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro e merecidamente, pois é um filme belíssimo e emocionante que conta uma história de amor verdadeiro sem soar de forma alguma clichê. Porém o filme, apesar de se passar no Rio de Janeiro, e ser totalmente no idioma português, somente com atores nacionais, ele é considerado um filme francês.

Bom, não importa o fato de ele ser um filme francês, o que importa é que nós temos um filme em língua portuguesa vencedor do principal prêmio em Cannes e também ganhador de um Oscar, então que todos assistam ao filme e saibam que filmes feitos em território nacional (mesmo com um diretor francês) são ótimos e merecem seu espaço ao sol.

Assim como Eurídice.

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