11.7.16

Crítica: Janis: Little Girl Blue

Janis: Little Girl Blue


Documentário lançado em 2016, dirigido por Amy Berg, conta a historia de Janis Joplin, dando mais atenção aos sentimentos da cantora do que a carreira em si.

A obra consegue ser tecnicamente perfeita em suas entrevistas, os depoimentos ali foram claramente concedidos por conta que as perguntas feitas as pessoas foram as certas, que abordaram o assunto da melhor forma possível, a forma sensível.




Assim como Janis Joplin era, percebemos uma mulher que queria ser feliz sendo ela mesma, que sofreu com discriminação, bullying e assedio, e ainda assim, conseguiu perseverar e viver o tão feliz como possível. E como foi difícil para Joplin ser feliz, para ela estar no palco era o maior prazer, ela encontrou algo que a maioria das pessoas quer, ser feliz em seu trabalho, o trabalho, o canto e a composição não era, para Janis, apenas um ganha-pão, era um estilo de vida que a fazia esquecer dos problemas.

E as horas vazias após o trabalho, onde ela tinha que lidar consigo mesma, e com os problemas dos seus amigos e conhecidos que ela apenas não conseguia não se importar, e ainda querendo dar orgulho para uma família conservadora, eram mal sucedidas, e nesses casos, além da musica, drogas também entravam na forma de esquecimento.

No documentário vemos uma mulher que amou, se entristeceu, tentou no que fosse possível não ligar para o que os outros pensavam, apesar de querer ser amada e acima de tudo cativou, ela criou empatia, em todo mundo que deu depoimento, nós, o público, conseguimos ver que ela deixou uma marca nessas pessoas, e nessa marca vimos caráter, vimos força de vontade e acima de tudo vimos felicidade.

Uma pena que se foi muito cedo, mas seu legado esta em suas musicas semibiograficas e claro, está nesse belíssimo filme, que é um dos melhores de 2016.

E como já diz a canção “Summertime”: Dont you cry.

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