4.7.16

Crítica: Olmo e a Gaivota

Olmo e a Gaivota



Filme - documentário dirigido por Petra Costa e Lea Glob, que conta a história de uma atriz chamada Olivia, que fica gravida e é obrigada a parar de trabalhar na peça “A Gaivota” de Anton Tchekov.




É incrível a forma como esta obra é tocante, poética e ao mesmo tempo quebra um estereotipo: que a gravidez, durante todo o seu período é boa e agradável. Olivia fala sobre isso logo nos primeiros minutos da projeção e, a partir dai o publico cria empatia com a atriz. Empatia que é reforçada pelo teatro, o filme consegue projetar algo que talvez seja o fundamento da arte, Olivia e Serge, o namorado, se conheceram no teatro, logo no teatro, que aproxima pessoas tanto quanto o cinema o faz.

Estruturalmente é muito parecido com o primeiro filme da diretora Petra Costa, “Elena”, que mostra vídeos antigos que destacam a vida da personagem principal e as paixões dessa personagem, além do afeto que ela despertou, assim como no filme que é o assunto deste texto.

Conseguimos ver a paixão de uma mulher que, como ela mesma diz sempre atuou, vemos como ela ama flores, musica, amigos, vemos como ela ama o marido, o trabalho e principalmente a criança que ela carrega que a faz renunciar aos vários prazeres que a vida lhe trazia.

Olivia é uma mãe como qualquer uma, como a sua, como a minha, aquela mãe que faz qualquer coisa para ver seu filho feliz desde quando a criança ainda estava na barriga. O filme é tão bonito, que consegue quebrar paradigmas, levar empatia ao publico e ainda fazer as pessoas lembrarem-se dos sacrifícios particulares que suas respectivas mães fizeram por elas.

E, no meu caso, minha mãe ainda faz esse tipo de coisa e sempre o fará.

Que filme!

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