2.8.16

Crítica: O Enforcamento

O Enforcamento



Filme de Nagisa Oshima, lançado em 1968 e que conta a história de um condenado coreano chamado R que é executado, porém, sobrevive à execução e perde a sua memória.




Obra que é perfeita na sua estética e que passa uma mensagem fortíssima sobre a pena de morte, principalmente para aqueles que são a favor dela, na sua primeira parte o filme é extremamente descritivo mostrando como é uma casa de execução, descrevendo-a nos aspectos internos e externos, o diretor com ágeis movimentos de câmera e com a narração em off consegue instaurar o clima de opressão que aquela casa representa, e não somente para os prisioneiros, mas também para os civis essa opressão, essa angústia se faz incrivelmente presente e esse é talvez o principal mérito da projeção.

O filme mostra como o livre-arbítrio é usado, de forma cruel, para a execução (ou não) da pena de morte, e lembra muito a obra literária “O Processo” de Frank Kafka que expõe exatamente como as próprias pessoas destruíram gradualmente a vida de Josef K.

Já nas sua segunda e terceira parte o filme assume uma forma onírica e imaginária, mostrando como era a vida de R através de encenações feitas pelos próprios guardas e com uma aparição ilusória que é essencial para que a projeção chegue ao seu desfecho, “O Enforcamento” se torna um marco onírico e didático sobre a pena de morte, e se faz necessário para aqueles que não têm uma opinião formada sobre o assunto.

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