22.8.16

Crítica: Roma

Roma


Filme dirigido por Federico Fellini, conta a historia da cidade de Roma, ao mesmo tempo em que faz o público conhecer a metrópole.

Fellini em toda sua obra sempre foi inventivo, em “Roma”, fazemos um passeio pela cidade de diversos pontos de vista e em vários períodos de tempo. Usando as lembranças de várias pessoas, incluindo as dele próprio, o filme não tem um personagem principal, aqui, quem conta a historia é a cidade.




Vemos pessoas saudosistas querendo que a cidade volte a ser como era, vemos a modernidade e os protestos dos hippies, e principalmente, vemos o entretenimento, desde os bordeis, aqui retratados de forma divertida, passando pelos teatros, retratados por lembranças do diretor, com suas atrações que caso não agradassem ao público eram logo rejeitadas por ele, e claro, através da historia, das obras de arte espalhadas pela cidade, pela arquitetura, que é mostrada através de planos gerais belíssimos e de uma iluminação natural, e pela pintura, a pintura, que nos da de presente a (talvez) melhor cena do filme, onde os exploradores encontram os afrescos, e vão da felicidade a tristeza de forma muito rápida.

Sendo assim, “Roma”, além de mostrar aspectos mais pessoais da vida do diretor, faz o público conhecer a cidade mesmo sem nunca a ter visitado, é impossível assistir ao filme e não se sentir em casa, vemos a cidade de varias formas, em vários períodos históricos, e tudo isso, usando em sua maioria a arte, ela, que tem o objetivo de incluir pessoas e faze-las se conhecerem. E, não há melhor forma de se sentir ligado a uma cidade, do que quando um diretor tão brilhante quanto Fellini a retrata.

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