22.12.16

Crítica: Rogue One - Uma História Star Wars

Imagem do portal Ufunk


Criar uma historia que é ambientada em um universo já consolidado e que conseguiu sucesso de público e critica não deve ser uma tarefa fácil, porém, Gareth Edwards cumpre a tarefa com maestria neste “Rogue One” que se passa no universo Star Wars.

A história se passa antes de “Uma Nova Esperança” que é o episódio 4 da franquia, e neste filme é contado como os planos e mapas da Estrela da Morte são pegos por uma equipe de seis pessoas, incluindo Jyn Erso – interpretada por Felicity Jones – que é filha do cientista que projetou a arma.




Planos esses que são essenciais para a destruição da mesma no Episódio 4, e essa importância faz com que nos importemos com o destino dos personagens neste filme, pois, sem eles, tudo o que veio não seria possível. E por falar nos personagens, o ponto alto de Rogue One reside justamente neles, porque por não ter nenhum membro da família central de toda a historia – os Skywalkers – aqui poderia ser a maior falha do filme, mas, os arcos dramáticos de cada um deles são tem bem construídos e os diálogos assim como as atuações são tão boas que nos levam ao sentimento de empatia que foi descrito acima.

Outro ponto positivo no filme são as sequencias de ação, a grande maioria delas são bem construídas e ambientadas em longos espaços, o que facilita para que o público as veja com clareza, unida a uma montagem bem feita, o filme apesar de suas mais de duas horas de duração nunca se torna tedioso, pelo contrario, cada vez mais o espectador está imerso naquele ambiente e na trama, sempre se perguntando o que vai acontecer a seguir, mesmo que já saiba uma parte do final.

Assim como em “O Despertar da Força”, a obra é movida por metáforas politicas e representatividade, logo, quando, em uma conversa, vemos a protagonista Jyn dizendo que não se incomoda com as bandeiras do Império, pois, é só não olha-las e fingir que nada está acontecendo, vemos um reflexo da nossa sociedade no ambiente politico, e quantos pessoas, em vários países, não ligam para o que está acontecendo nos respectivos governos?

Mas, quando ela passa a se importar, vemos que quanto maior a educação e quanto maior a ideologia transmitida a varias pessoas, maior vai ser a repressão que virá do governo, então, quando vemos que a equipe da qual Jyn faz parte, é formada por dois asiáticos, um latino, um paquistanês e um robô, vemos as minorias lutando contra a supremacia do sistema repressor, e é justamente esse o momento politico pelo qual estamos passando.

Além disso, vemos pela primeira vez em algum filme da saga a Força e os Jedis como um tipo de religião e isso se integra muito bem as metáforas politicas descritas nos parágrafos acima, pois, assim como educação, a religião faz parte da politica e em vários momentos está integrada a ela, e novamente podemos ver isso na sociedade em que vivemos.

Com uma montagem bem feita, sequencias de ação bem construídas, uma atuação ótima de seu competente elenco e metáforas politicas e religiosas bem construidas, “Rogue One – Uma História Star Wars” é um ótimo filme que acrescenta muita coisa a historia, agora, da para perceber o porque da importância e o desespero de Leia no inicio de “Uma Nova Esperança”, e a aparição de personagens já conhecidos causa uma sensação boa de nostalgia. Portanto, temos um bom filme e um ótimo aquecimento para o Episódio 8 da saga, que só chega ano que vem.

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