8.2.17

Crítica: Terra de Minas

Foto do site Adorocinema.com



A maioria dos filmes de guerra que fazem sucesso são aqueles que apresentam uma temática norte americana do fato histórico, aqueles que mostram o norte americano como bonzinho e o resto como malvado, talvez, a única alteração mais séria que ocorra no herói do filme típico de guerra seja a mudança de nacionalidade, do norte americano para o inglês, ou do norte americano para o francês, já que nas duas guerras, Estados Unidos, Inglaterra e França foram aliados.

Logo, “Terra de Minas” dirigido por Martin Zandvilet, permite que o espectador veja um pouco mais do outro lado da moeda, pois tem em seu centro um país pouco falado que é a Dinamarca junto com os tradicionais alemães no contexto de sua história.




O filme conta a história de um pelotão de jovens prisioneiros de guerra alemães, prisioneiros estes que são obrigados a desarmar minas em uma região litorânea da Dinamarca, e durante o processo eles são comandados por um sargento. A obra consegue criar empatia com o público usando de uma ferramenta incomum que é o pouco uso do nome dos personagens, com a quase não presença dos nomes dos rapazes, o espectador é capaz de se imaginar no lugar de cada um deles, então, quando um deles morre, o filme não precisa nem de diálogos, nem do uso da trilha sonora para comover, pois, a obra conta com planos muito bem feitos que cumprem este objetivo.

Planos estes que são abertos quando querem mostrar o tamanho da área coberta por aqueles garotos durante seus trabalhos, e são fechados quando o diretor quer causar apreensão, o que ocorre diversas vezes quando um dos meninos está desarmando alguma mina, a câmera se aproxima, às vezes de forma mais brusca e às vezes de forma mais lenta, e destaca o trabalho minucioso que é feito naquele lugar paradisíaco.

Conseguimos, neste “Terra de Minas”, ver como a guerra é capaz de acabar com qualquer tipo de empatia, e da mesma forma, vemos que a empatia é mais forte e mesmo em uma situação como aquela, vemos afeto entre os garotos e o sargento.

Logo, Martin Zandvilet acerta em mostrar outro lado da historia, lado este que é desconhecido por muitos por conta de ser um pais menor – no caso a Dinamarca - e de sermos sobrecarregados de filmes que dão destaque ao lado norte americano da guerra, e ainda consegue expor que a empatia e o amor prevalecem, mesmo entre inimigos e mesmo em um momento da nossa historia que matou milhares.

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