15.5.17

Crítica: Florence: Quem é Esta Mulher

Imagem da Variety

O conceito de indústria cultural foi criado por Adorno e Horkheimer, filósofos que fizeram parte da Escola de Frankfurt, e descreve a forma de fazer arte de acordo com o sistema econômico capitalista, que, como todos sabem, tem como principal objetivo o lucro e acumulo de capital. O que “Florence: Quem é Esta Mulher?” faz é ser um produto da indústria cultural que fala justamente da indústria cultural.

Dirigido por Stephen Frears, o filme conta a história de Florence Foster Jenkins – Meryl Streep – atriz, dona de um teatro em Nova York e entusiasta da música clássica. Casada com St.Clair Bayfield – Hugh Grant – também um entusiasta musical. A mulher, após assistir a uma ópera, decide por tentar a carreira de cantora, e para isso contrata o pianista Cosmé McMoon – Simon Helberg – porém, Florence não tem talento algum para o canto.





Um filme que se torna maniqueísta ao extremo ao longo de suas quase duas horas de projeção, e que faz uso de uma montagem confusa, que não ajuda a historia a fluir, além de que, caracteriza o amor de uma forma cruel, pois, sabendo que a mulher canta mal, o marido opta mesmo assim por fazê-la acreditar que ela canta bem, quando ao menos poderia ter dito a verdade, logo, quando vemos apenas mentiras e falsidade disfarçados de amor e carinho, ficamos tristes pela protagonista.

E, se ficamos tristes pela protagonista, é porque a atuação de Meryl Streep ajuda nisso, ela compõe Florence de maneira a sentirmos pena da personagem, e percebemos que o cantar para ela era apenas um capricho, que, poderia ter evitado uma série de consequências se alguém próximo à senhora tivesse sinceridade e coragem o suficientes. Hugh Grant aqui compõe um aristocrata, que ama a música, mas, tem sérios problemas para se relacionar com as pessoas, não só com a mulher, mas com aqueles próximos a ela também, o que o faz um homem solitário. Simon Helberg consegue convencer como o pianista McMoon, além de amar música, ele é aquele quem realmente demonstra algum tipo de afeto por Florence, mesmo com sua carreira de pianista em risco.

Logo, “Florence: Quem é Esta Mulher?” é um filme que não mostra aonde quer chegar com sua historia, não expõe se é uma critica ou um elogio a indústria cultural citada acima e, além disso, consegue ser confuso e entediante, se tornando uma experiência que vale a pena por conta de suas atuações. 

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