20.8.20

Fantasia Festival - Critica: Crazy Samurai Musashi

Crazy Samurai Musashi
Imagem: Stills / Fantasia Festival

Texto que faz parte da cobertura da edição 2020 do Festival Fantasia

This critic is part of Fantasia Festival 2020 coverage

Um filme como “Crazy Samurai Musashi” (Louco Samurai Musashi) é difícil de conceber por si só devido a dificuldade do projeto, já que acompanhamos a jornada de um samurai (personagem título) que após matar todos os líderes de um clã, precisa enfrentar completamente sozinho um exército de mais de 300 homens.

Porém, a maior dificuldade do filme dirigido por Yuji Shimomura é que toda a ação que diz respeito a batalha de Musashi contra esse exército é gravada em plano sequência, ou seja, sem cortes de nenhum tipo. Assim, é possível admirar esse filme apenas por isso.
Pois se um filme de drama já seria difícil de fazer todo em plano sequência, um filme de ação se torna muito mais complicado, já que o público precisa ver a ação que está acontecendo com clareza e os cortes contribuem nesse momento, de forma a levar ritmo a história.

Se a sinopse no primeiro parágrafo foi curta, há um motivo para tal, que é justamente a história ser apenas aquilo. O filme foca na ação e somente nela, o que justifica os pouquíssimos diálogos, já que o realmente precisamos saber é da ação que está acontecendo e o que precisamos ouvir é o som das espadas batendo uma contra a outra.

O som é bem importante em “Crazy Samurai Musashi”, já que devido a falta de sangue no filme (aparece apenas por computação gráfica), o som identifica quando um dos samurais é morto por Musashi, através de barulhos perfeitamente sincronizados com cada morte e levando em consideração que em cada cena tem muitas pessoas, a sincronização não foi fácil.

Da mesma forma que os movimentos de câmera não foram fáceis e foram claramente planejados por Shimomura e sua equipe. Os mais diversos movimentos são feitos aqui, desde movimentos para trás e para frente, até os laterais e circulares, de forma que vemos a ação por diversos ângulos.

A ação não é apressada, por mais que o plano sequência no qual ela aconteça dure mais de uma hora, é possível ver tudo perfeitamente e até mesmo temos tempo de pensar em como aquele samurai de fato é louco, como diz no título, pois enfrentar todos aqueles homens sozinhos, por apenas querer ganhar a batalha é algo notável por mais que o filme não aprofunde isso.

Assim, “Crazy Samurai Musashi” é um filme que sabe o que quer e onde quer chegar com sua ideia e a executa de forma mais que competente, principalmente levando em consideração todas as possíveis dificuldades que foram encaradas durante a produção. O filme é um grande exemplo do gênero ação.

Texto que faz parte da cobertura da edição 2020 do Festival Fantasia

This critic is part of Fantasia Festival 2020 coverage

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