1.9.20

Fantasia Festival - Crítica: The Paper Tigers

The Paper Tigers
Imagem: Fantasia Festival / Stills
Texto que faz parte da cobertura da edição 2020 do Festival Fantasia

This critic is part of Fantasia Festival 2020 coverage

Se tem algo que “The Paper Tigers” faz bem é entreter o público, já que a história tem todos os aspectos que costumam agradar o espectador, principalmente aquela parcela que tem preferência pela ação.

Dirigido e escrito por Bao Tran, acompanhamos a história de três discípulos de kung fu que quando o seu mestre morre, desconfiam que tem algo a mais por trás do fato. Então, após se reunirem no funeral de seu professor, eles passam a investigar o que aconteceu.

Por mais que a história do filme seja a da investigação, o filme foca na comédia e consegue ser engraçado dentro da proposta. Na comédia, é possível perceber como o diretor dá vazão para conflitos pelos quais os três personagens passaram na juventude e como alguns desses continuam presentes na vida adulta.

Inserido nisso está o entretenimento simples e funcional, com ótimas cenas de ação que são as lutas travadas pelos personagens com outros participantes da história. A cena onde os três lutam contra os três jovens lutadores dentro da piscina vazia é um bom exemplo de como a ação pode ser divertida, ao mesmo tempo em que é funcional e orgânica dentro da história.

Mas, apesar da história ser sobre a investigação, vemos que o filme se torna, com o passar do tempo, um reencontro com figuras do passado dos três personagens que aconteceu devido ao funeral e apenas devido a esse, já que eles se separaram devido a vida adulta.

Por esse motivo e levando em consideração que o filme tem uma hora e cinquenta de duração, é possível reparar no problema de ritmo da obra, pois a investigação em si só começa após uma hora de duração e antes disso o público é entretido com a ação e a comédia já citadas.

Acabamos nos esquecendo da investigação em certas cenas, mas ainda assim, a funcionalidade da obra é tão grande, que o público se encontra plenamente entretido dentro de um filme que sabe o que quer e não se leva a sério em certas cenas sabendo que fazendo isso, manterá o espectador plenamente imerso e curioso para saber o que vai acontecer com a obra.

Portanto, “The paper tigers” não é exatamente um filme de ação ousado, mas é divertido, seguro de si e sabe que o público adora ver cenas de luta bem feitas e funcionais, além de, claro, dar umas risadas com uma boa história. Entretenimento puro e efetivo é sempre bom de ver.

Texto que faz parte da cobertura da edição 2020 do Festival Fantasia

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