10.8.21

Festival de Locarno: Curtas - Next Picture, Posterity, Reincarnated Light

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Mais curtas do Festival de Locarno 2021. Um curta sobre modernidade, outro curta sobre herança e história e outro curta que é um experimento interessante de como filmar um filme de ação de maneira diferente.

Next Picture
Imagem: DIVULGAÇÃO

Next Picture

Se não se chamasse “Next Picture”, o curta dirigido por Cris Bringas poderia ser algo como “Amor Digital” ou “Amor por mensagens”, pois vemos num curtíssimo espaço de tempo, um protagonista que não é uma pessoa, mas são mensagens que pessoas trocam quando querem fazer sexo, o que costumam chamar de “Sexting”.

Ao acompanhar essas mensagens é possível perceber como vivemos em uma sociedade que tudo pode ser digitalizado, inclusive o sexo. Nessa digitalização que muitos se perdem na experiência ou ficam, desesperadamente, esperando a próxima experiência com uma ansiedade fora do comum. “Next Picture” é um filme bem sucedido em transmitir essa ansiedade dentro da internet.

Posterity
Imagem: DIVULGAÇÃO

Posterity

Fé e herança, além de respeito com a natureza, Audrey Yeo trabalha esses temas em “Posterity”, quando uma menina encontra um passarinho morto e decide ao achar o ovo deixado por esse passarinho na floresta, criar o filhote que irá nascer. Ela tenta manter algo natural a todo ciclo da vida. Ela entendeu que o animal morreu, assim como compreendeu que outro animal pode nascer caso tenha as circunstâncias adequadas para isso.

Ao mostrar a estatua de Buda e a proximidade da menina com a religião, vemos como aquele final é emblemático. A religião, interpretada errado pelas pessoas erradas (no caso, a mãe dela), é algo que pode quebrar o ciclo da vida e impedir que a menina crie o passarinho. Pelo menos ela teve mais um aprendizado, além do fim que chega para todos, ela viu que a crueldade pode estar muito perto, mais perto do que parece.

Reincarnated Light
Imagem: DIVULGAÇÃO

Reincarnated Light

É inegável que a forma de mostrar um assassinato em “Reincarnated Light”, dirigido por Jakkrapan Sriwichai, é ousada, principalmente quando falamos de filmes de ação e associados a uma forma de linguagem mais tradicional. Dois quadros mostrando a mesma cena por ângulos diferentes e focando em situações diferentes acontecendo ao mesmo tempo, sejam as rotineiras (Eles comendo) ou as mais incomuns (o tiroteio), tudo é visto através dessa divisão.

Logo, vemos como uma ação afeta a outra mesmo que não tenha essa intenção e é surpreendente, principalmente no inicio do curta, como isso é introduzido de maneira a fazer o público se impressionar de maneira natural, sem forçar nada e fazendo o espectador entender que as vezes o normal é algo diferente.

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