9.3.20

Crítica: Jexi - Um celular sem filtro

Jexi - Um celular sem filtro
Imagem: Diamond Films / DIVULGAÇÃO
Cada vez mais a tecnologia está presente na vida das pessoas, de forma que a sociedade está mais integrada e dependente de aparelhos variados mas com a mesma função, como celulares e tablets. Assim, nos afastamos mais das pessoas ao nosso redor e nos aproximamos dos aparelhos em nossas mãos.

Sim, isso parece obvio, mas não significa que não seja um assunto a ser abordado. “Jexi – um celular sem filtro” trata esse assunto usando a comédia. Dirigido e escrito por Jon Lucas e Scott Moore, acompanhamos a história de Phil (Adam Devine) um homem solitário que desde pequeno é dependente do celular. Após seu celular quebrar, ele compra um novo aparelho que contém a inteligência artificial Jexi (Rose Byrne), que passa a tentar a melhorar a vida dele a todo custo.

Apesar da boa ideia, a obra é comum e não foge do que já foi feito em filmes de comédia: o protagonista conhece uma mulher simpática (no caso, Cate, interpretada por Alexandra Shipp) graças ao incentivo de Jexi e então tudo no roteiro acontece como o costumeiro.

Ou seja, o filme não ousa e é graças a Jexi e a voz de Rose Byrne, que a obra ganha folego durante as curtas 1h25, pois é nas cenas que a inteligência artificial é o destaque que temos os melhores momentos do filme, seja aqueles de comédia (como a cena que ela fala para Phil virar a esquerda mesmo que a via em questão seja altamente movimentada) ou aqueles mais sérios, por exemplo, aqueles em que Jexi faz algo agressivo com Phil.

Mas, por mais que esses momentos citados sirvam para fazer de Jexi um filme ok, a trajetória do personagem principal suga as boas cenas e faz com que a obra se torne comum. A montagem é comum, o roteiro e a direção são previsíveis, mesmo que tenha uma mensagem a respeito da tecnologia por trás de tudo.

Porque, querendo ou não, há uma mensagem, no caso, é que a tecnologia afeta positivamente a vida das pessoas mas também afeta negativamente, ou seja, o celular no filme não faz o que quer com Phil devido a inteligência artificial ser mais do que isso, mas, na verdade, o aparelho faz o que quer porque o protagonista (assim como várias outras pessoas no mundo real) deixam que ele faça o que quer.

A dependência vem da pessoa que o usa e não pela manipulação da inteligência artificial, como mostra, por exemplo, a cena em que Phil aceita os termos de uso do aparelho novo sem ao menos ler e é algo que, imagino, muita gente (inclusive eu) se identifica.

Assim, “Jexi – um celular sem filtro” é um filme que cumpre o seu propósito de forma comum, mas que sabe que tem algo a mais e escolhe por não aprofundar isso. Bom? Sim, por mais que não seja uma unanimidade, mas poderia ser melhor, muito melhor.

Um comentário:

  1. Valdir Conceição9 de março de 2020 18:17

    Gosto muito de comédia,essa apesar de comum ,parece boa . Vou verificar com certeza.👍🏾

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