25.5.20

Crítica: A Odisseia dos Tontos

A Odisseia dos Tontos
Imagem: Warner Bros / DIVULGAÇÃO
Um tipo de história que ficou muito popular nos últimos anos foram os “heist movies” ou, graças ao sucesso recente de “La Casa de Papel”, “heist series”, no qual um grupo de ladrões planeja fazer um grande roubo e o filme ou série acompanha a trajetória desses personagens.

Entretenimento assim não é algo de hoje, por isso, é comum vermos filmes ou séries que parecem ser iguais, já que a formula usada é quase sempre a mesma, porém, quando a obra funciona bem, ao menos se torna algo divertido, que serve para distrair o público por duas horas.

Sem dúvida alguma esse é o caso de “A Odisseia dos Tontos”. Dirigido e co-escrito por Sebastián Borensztein, acompanhamos a jornada de um grupo liderado por Fermin Perlassi (Ricardo Darin). Após comprar uma fábrica e juntar dinheiro com uma série de investidores para reformá-la, Perlassi descobre que após depositar o valor no banco, ele foi roubado por um advogado e pelo banqueiro que realizou o processo de abertura da conta. Após descobrir que o advogado guardou esse dinheiro em um cofre na sua fazenda, Perlassi e o grupo de investidores decidiram roubar o que lhes foi roubado.

Pela motivação do grupo já é possível perceber como o filme tenta seguir, ao menos em sua história, algo um pouco diferente do que o “heist movie” faz e isso é potencializado graças aos personagens, que são, com exceção do filho de Perlassi e do filho de uma outra investidora, idosos, o que faz a obra ser atraente na parte inicial por isso.

O que mantém o público no filme é a comédia, que foi a ferramenta certa para o entretenimento funcionar, já que permite que os comentários dos personagens, que em sua maioria seriam considerados bobos, sejam tratados pelo público como piada, fazendo com o que o humor seja natural.

Junto a essa naturalidade, está o fato de ser um roubo realizado por pessoas comuns, o que faz o filme ser sobre pessoas comuns. Assim o público pode até se colocar no lugar deles em alguns momentos. Isso também serve para contar uma parte da história argentina, a da crise econômica que aconteceu no país em 2001 e a da medida chamada Corralito, a qual o filme explica.

A explicação dessa medida é um dos arcos secundários da obra, que tem algumas outras histórias acontecendo ao mesmo tempo que a história principal. São histórias comuns, assim como o filme e sua estrutura, mas não são inúteis pois alimentam o arco principal.

Assim como os personagens secundários, apesar de todos terem um tempo razoável de tela, o protagonista é o personagem de Ricardo Darin, que mais uma vez cumpre bem o seu papel e constrói Fermin Perlassi como o líder que o grupo precisava naquele momento.

Portanto, “A Odisseia dos Tontos” é um bom filme. Nada demais e nada de menos também. Serve para entreter o público por duas horas com ação e uma boa história.

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