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6/25/2018 01:19:00 AM

Crítica: O Amante Duplo

Crítica: O Amante Duplo
L'Amant Double
Imagem: Adoro Cinema / Califórnia Filmes
Como vários filmes ao longo da história provaram, o cinema é uma arte apreciadora do duplo. Assim, sempre há obras com essa temática, ou ao menos projeções utilizadoras desse assunto em algum momento de sua duração.

François Ozon, diretor francês, decidiu usar a multiplicidade no seu novo filme, concorrente a Palma de Ouro em Cannes no ano de 2017, “O Amante Duplo”, nele, é abordado o quanto uma personalidade pode ser desenvolvida e as várias nuances possíveis que podem ser assumidas por uma pessoa.

12/28/2017 01:09:00 PM

Crítica: O Pagador de Promessas

Crítica: O Pagador de Promessas
O Pagador de Promessas
Imagem: Embrafilme / Divulgação
O cinema usa como construção de histórias a cultura de diversos lugares, assim os aspectos históricos das pessoas, países, locais, podem ser, dessa maneira, conhecidos, e aumentar o sentimento de empatia e o princípio de alteridade no mundo todo.

Nosso país também se encaixa nesse aspecto, nós temos o privilégio de sermos formados majoritariamente por duas matrizes populacionais ricas culturalmente, historicamente e politicamente, a matriz negra e a indígena, subjugadas devido a colonização e claro, não podemos nos esquecer da matriz originária do continente europeu, principalmente de Portugal, país colonizador.

10/30/2017 12:13:00 AM

Crítica: “The Square” e o desconforto da indiferença

Crítica: “The Square” e o desconforto da indiferença
The Square
Imagem: Divulgação

Há alguns anos atrás, não lembro qual a data, eu e meu pai fomos a uma bienal de arte. Foi no Ibirapuera e como sempre gostei muito de arte, me lembro desse passeio até hoje. A recordação mais forte é de uma obra a qual nunca havia imaginado ser possível, dada a sua simplicidade. Era o seguinte: a borda de uma cartolina preta cortada estava colada em uma parede em branco, as “sobras”, os retalhos, estavam logo abaixo, completando o trabalho. Lembro que disse “Como eu não pensei nisso antes? Isso é arte?”

Tempos depois, nos dias mais atuais, percebo que vivo minha juventude em uma época insana. A barbárie está em todos os lados, as pessoas se tratam com indiferença (não me excluo disso), não se importar se tornou automático, rotineiro, somos uma sociedade de robôs, sem nenhuma expressão, e fazemos isso para nos proteger, ao mesmo tempo em que nos afastamos.

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