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1/24/2019 12:00:00 AM

Crítica: Green Book - O Guia

Crítica: Green Book - O Guia
Green Book - O Guia
Imagem: Diamond Films / CRÍTICA
Assistir a “Green Book – O Guia” é basicamente assistir uma versão piorada de “Conduzindo Miss Daisy” (1989, dirigido por Bruce Beresford), já que, se o filme vencedor do Oscar de Melhor Filme e protagonizado por Morgan Freeman, consegue funcionar naquilo que propõe, “Green Book” é uma obra que é carregada pelos seus dois interpretes principais, Mahershala Ali e Viggo Mortensen.

Dirigido por Peter Farrelly e escrito por ele em colaboração com outras duas pessoas, a obra conta a história de Tony Vallelonga, conhecido como Tony Bocudo e interpretado por Mortensen, um homem que trabalha como segurança de um bar popular nos anos 60 (época em que o filme se passa). Após o local fechar e ele ficar sem emprego, ele passa a trabalhar como motorista para o músico Donald Shirley (Ali), o levando para as cidades onde se apresentará com seu trio. Um branco e outro negro, a história busca tratar a dinâmica dos dois e a questão social dos EUA na época com humor.

10/22/2018 02:21:00 AM

Crítica: A Favorita

Crítica: A Favorita
A Favorita
Imagem: iMDB / FOX / DIVULGAÇÃO
Yorgos Lanthimos não é um diretor comum. O grego, que ganhou o mundo com “Dente Canino” (2009), uma metáfora do mito da caverna, tem em sua filmografia filmes atípicos, pesados, que vão até o fundo da alma humana através da violência, do sexo, da inteligência e do medo, um dos principais elementos do realizador.

“A Favorita”, não é o filme mais pesado de Lanthimos, possivelmente, é um dos mais leves, mas isso não significa que a obra seja de todo leve, para assistir com a família no natal. Escrito por Tony McNamara e Deborah Davis, a história é centrada em três mulheres, vivendo na época de uma das guerras (provavelmente, a guerra da sucessão espanhola) entre Inglaterra e França. A rainha Anne (Olivia Colman) tem gota e por causa dela não consegue andar direito, tendo perdido vários filhos, ela não tem herdeiros e precisa comandar o reino inglês, para isso, ela tem a ajuda de Lady Marlborough (Rachel Weisz), esposa do chefe do exercito e que vive ao lado da soberana, a auxiliando de todas as formas, seja na vida pessoal, ou na administração do reino, já que Harley (Nicholas Hoult) faz oposição ao reinado de Anne. A relação entre as duas mulheres muda quando Abigail Hill (Emma Stone), uma prima delas, que é criada no castelo, se aproxima da rainha.

8/20/2018 12:27:00 AM

Crítica: First Reformed

Crítica: First Reformed
First Reformed
Imagem: DIVULGAÇÃO

Paul Schrader e Martin Scorsese, dois grandes nomes do cinema norte americano, contribuíram para a arte com filmes incríveis, como “Taxi Driver”, “Touro Indomável” e “A Última Tentação de Cristo”, sempre com o primeiro sendo roteirista e o segundo na direção.

O último filme citado no paragrafo acima, como o novo filme de Schrader, também diretor, tem uma semelhança essencial, a desconstrução de figuras religiosas, no caso do filme que é assunto dessa crítica, isso ocorre através dos efeitos que as palavras podem ter nas pessoas.

2/01/2018 12:48:00 PM

Crítica: A Forma da Água

Crítica: A Forma da Água
A Forma da Água
Imagem: Fox Film do Brasil / AdoroCinema.com / Divulgação


A empatia, assim como o amor, atinge qualquer um, e é justamente isso que faz o sentimento ser tão bonito, o fato de que não importa o acontecido, sempre terão pessoas dispostas a amar e a se importar um com o outro, no mundo onde vivemos, isso é essencial para manter a esperança.

“A Forma da Água” é um filme sobre amor, empatia e como esses sentimentos são pertencentes a todos, a mais nova obra de Guillermo Del Toro (“O Labirinto do Fauno”), tem seu foco nessas sensações encaixadas em um mundo permeado pela expectativa de uma guerra entre duas grandes potencias.

1/22/2018 05:08:00 PM

Crítica: Corra!

Crítica: Corra!
Corra!
Imagem: Universal Pictures / Divulgação

Bons filmes de suspense e terror são especialistas na criação de expectativas, e principalmente, no cumprimento delas, isso faz a obra ter sucesso em duas tarefas distintas, porém ligadas: dar ao espectador o que ele quer (o terror, suspense, medo) e ter uma obra tecnicamente competente nas mãos do diretor e roteirista.

Esses dois cargos são cumpridos pela mesma pessoa no caso de “Corra”, Jordan Peele. No seu longa de estreia, a história contada é a de Chris (Daniel Kaluuya), fotografo, homem negro e bem-sucedido, que namora uma branca, chamada Rose (interpretada por Allison Williams). A jovem leva seu namorado para conhecer seus pais, na casa onde cresceu, e é lá onde os eventos principais do filme se desenrolam.

1/15/2018 12:49:00 PM

Crítica: Lady Bird

Crítica: Lady Bird
Lady Bird
Imagem: Universal Pictures / Divulgação




Algo recorrente nos filmes é o crescimento, seja psicológico ou físico, de um personagem principal, a sétima arte gosta de expor a evolução, os erros e os acertos no caminho, mas principalmente os aprendizados, estes costumam ser o foco da obra, seja qual for e independente da idade do protagonista.

Isso já foi feito várias vezes no cinema, a saga “Antoine Doinel” de François Truffaut e mais recente “Boyhood – Da infância a juventude” de Richard Linklater, são bons exemplos disso. Mas “Lady Bird”, consegue não soar repetitivo, mesmo que o seu tema seja algo batido hoje em dia.

1/08/2018 01:05:00 PM

Crítica: Três Anúncios para um Crime

Crítica: Três Anúncios para um Crime
Três Anúncios para um Crime
Imagem: Fox Film do Brasil / Divulgação
Ao contar uma história de justiça com as próprias mãos, vingança por um fato ocorrido com alguém querido, ou apenas um filme do gênero policial focando em uma investigação, uma linha tênue pode ser ultrapassada, tornando o filme episódico, previsível e com os finais típicos da indústria.

Logo, a decisão de Martin McDonagh em relação ao final de “Três Anúncios para um Crime” é algo ousado e inovador, ao decidir deixar seu terceiro ato aberto para as possibilidades de um aprofundamento nunca cumprido, a obra é diferente aí, porém também é assim em vários outros pontos de sua narrativa.

2/20/2017 12:45:00 PM

Crítica: Manchester a Beira Mar

Crítica: Manchester a Beira Mar
Manchester a Beira Mar


Todas as pessoas têm problemas, uns maiores, outros menores, mas, ainda assim problemas. Como maneira de soluciona-los, ou, como maneira de encontrar uma solução, a rotina é usada para esquecer-se deles, e ai, os sentimentos são reprimidos e a rotina passa a dominar a vida pessoal de cada um.

É justamente isso que Kenneth Lonergan passa com o filme “Manchester a Beira Mar”, porém, o sentimento é passado não apenas com a intenção de gerar comoção e empatia, e sim como forma de contar uma historia que mesmo com acontecimentos tristes, consegue ser passar o amor que permeia as pessoas.


2/06/2017 01:45:00 PM

Crítica: La La Land

Crítica: La La Land


O cinema ao passar dos anos nos deu várias obras que são metalinguísticas, que descrevem a própria arte em seus bastidores, “A Noite Americana” do Truffaut, “Oito e meio” do Fellini e “Cantando na Chuva” de Stanley Donen e Gene Kelly. Esse “La La Land”, além de descrever a arte internamente, de remeter aos musicais clássicos de Hollywood, ele ainda usa a nostalgia como força para o seu enredo.

Dirigido por Damien Chazelle do excelente Whiplash, “La La Land” conta a história de Mia – Emma Stone - atriz que foi tentar a sorte na carreira em Hollywood e  Sebastian – Ryan Gosling – que é um pianista, que tem como paixão o Jazz e que sonha em abrir seu próprio clube.  E a projeção é justamente sobre sonhos, sonhos que podem ser identificados em qualquer pessoa sonhadora, é muito fácil o espectador se identificar com os personagens principais justamente pela empatia gerada pelo casal principal, Emma Stone confere a Mia uma atmosfera de nostalgia e de sonho, vemos os olhos da atriz brilhando em praticamente todo o filme e principalmente: vemos esperança e fé em um sonho. Ryan Gosling, além de ter passado a vontade de vencer através de um tom de voz calmo, que é irônico e bem humorado ao mesmo tempo, ainda passa a nostalgia usando a musica, o jazz clássico é tão presente na vida do rapaz quanto as roupas em cor neutra que ele usa com frequência.


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