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2/21/2019 12:00:00 AM

Crítica: Se a rua Beale falasse

Crítica: Se a rua Beale falasse
Se a rua Beale falasse
Imagem: DIVULGAÇÃO / Sony Pictures
Se a rua Beale falasse, provavelmente ela diria que Barry Jenkins é um diretor sensível como poucos são e que usa essa sensibilidade para fundamentar a seriedade dos assuntos que são abordados em seus filmes, usando esses dois pontos para passar uma mensagem para o espectador.

Logo, não é surpresa nenhuma que “Se a rua Beale falasse” seja exatamente isso, sensível, sério e forte, passando uma mensagem sobre realidade usando todos esses adjetivos e contando uma história que apesar da dramaticidade envolvida, é muito real em vários cotidianos.

2/07/2019 12:00:00 AM

Crítica: Poderia me perdoar?

Crítica: Poderia me perdoar?
Poderia me perdoar?
Imagem: Fox Film do Brasil / DIVULGAÇÃO
A criatividade é uma coisa que quanto mais nós descobrimos algo sobre, mais ficamos encantados com o que pessoas criativas são capazes de fazer, independente do momento pelo qual estão passando. No caso da escritora Lee Israel, a situação que forçou a criatividade aparecer foi a pressão.

Dirigido por Marielle Heller, “Poderia me perdoar?” conta a história dessa criatividade, quando Israel (McCarthy) se vê sem emprego, com seu gato doente, contas a pagar e nenhum livro de sucesso no meio do caminho, ela decide falsificar cartas de pessoas importantes dentro da arte, como Noel Coward, Dorothy Parker e Marlene Dietrich. Para isso, ela conta com a ajuda de Jack Hock (E.Grant), um escritor na mesma situação que ela.

12/10/2018 12:00:00 AM

Crítica: Nasce uma Estrela

Crítica: Nasce uma Estrela
Nasce uma Estrela
Imagem: DIVULGAÇÃO
Pensar em “Nasce uma Estrela” é pensar em uma história clássica do cinema estadunidense. Com três versões, em 1937, 1954 e 1976, fora alguns prêmios importantes, o filme é uma história musical e vêm cativando o público mundo afora.

Em 2018, a quarta versão deste mesmo filme foi lançada, desta vez, a obra é dirigida por Bradley Cooper, um dos roteiristas e também o protagonista masculino da projeção. O filme relata a história de amor entre Jackson Maine (Cooper) e Ally (Lady Gaga), ele um artista de sucesso e ela uma artista com a carreira em ascensão. Com o amor dos dois, também vem os problemas e todos eles envolvem o alcoolismo e a personalidade difícil de Jackson.

10/26/2018 12:02:00 AM

Crítica: Infiltrado na Klan

Crítica: Infiltrado na Klan
Infiltrado na Klan
Imagem: DIVULGAÇÃO
Falar de Spike Lee é abordar um diretor que usa seus filmes como forma de aprofundar o movimento negro, com suas histórias, cultura e figuras marcantes na sociedade, como ele fez com, “Ela quer tudo” (1986), “Faça a Coisa Certa” (1989) e “Malcolm X” (1992), obras bem-sucedidas ao retratar o que o diretor propôs.

Em “Infiltrado na Klan”, novo filme do diretor, vencedor do Grande Prêmio do Júri no Festival de Cannes de 2018, Lee mantem a tradição de aprofundar o movimento negro, mas, usando uma história diferente, mais movimentada do que seus filmes costumam ser.

2/27/2018 09:14:00 PM

Crítica: A Grande Jogada

Crítica: A Grande Jogada
A Grande Jogada
Imagem: Diamond Films / Divulgação
Aaron Sorkin é um roteirista com talento para tramas complexas e atuais, com foco em números e/ou economia. Isso fica provado nos filmes escritos por ele, como "A Rede Social" (a história da criação do Facebook) e "Moneyball - O Homem que mudou o jogo" com foco na administração de uma equipe de baseball, sempre investindo em estruturas que fogem dos diálogos bobos, porém contam com outros para a perfeita compreensão do espectador.

Na sua estreia na direção, vemos como essa experiencia nas tramas complexas e atuais o ajudou a criar um filme simples de entender, mas em nenhum momento bobo ou expositivo demais. Em “A Grande Jogada", temos a necessidade da proximidade com o personagem, assim a montagem aposta em alternar cenas entre passado, passado recente e presente, para dar o tempo necessário ao público para a compreensão dos fatos, e essa é decisão correta pois para entender o presente, nada melhor que conhecer o passado.

2/25/2018 08:58:00 PM

Crítica: O Artista do Desastre

Crítica: O Artista do Desastre
O Artista do Desastre
Imagem: Warner Bros / Divulgação

Muitos filmes ganham status cult com o passar do tempo, sejam porque são de fato bons e não foram reconhecidos em sua época de lançamento – como “O Iluminado” de Stanley Kubrick, por exemplo – ou porque são ruins, mas fazem isso direito, sendo de fato obras incompetentes, e sem dúvida, esse é o caso de “The Room”.

Lançado em 2003, a obra foi dirigida, escrita, produzida e protagonizada por Tommy Wiseau, e com o tempo passou a ser considerada o pior filme já feito, porém, ele continua a ser falado até hoje, e talvez tenha sido isso, junto com o livro de Greg Sestero (o Mark de “The Room”), que deu origem a esse “O Artista do Desastre”.

1/02/2018 09:09:00 AM

Crítica: Me chame pelo seu nome

Crítica: Me chame pelo seu nome
Me chame pelo seu nome
Imagem: Sony Pictures / Divulgação
Em determinado momento de “Me Chame Pelo Seu Nome”, a mãe de Elio, ao traduzir do alemão um trecho de um livro, faz o seguinte questionamento: “É melhor falar ou morrer?”. Bom, essa citação pode significar várias coisas, porém, para o filme e espectador, é claramente uma dúvida entre escolher se declarar para a pessoa amada, expor seus sentimentos, esquecer o medo e decidir entre alegria e dor interna e solitária.

Porque, ora, o amor pode trazer – e traz – alegrias nas mesmas proporções que as tristezas. Tudo é potencializado quando se ama, uma dor é maior do que costuma ser, e as coisas boas são melhores do que realmente são. Pois, o sentimento é isso, trazer a tona o agradável, saber lidar com o ruim e perceber que tudo tem uma consequência, todo sentimento bom tem seu oposto.

11/27/2017 02:26:00 PM

Crítica: “Mudbound” e a soberba da técnica

Crítica: “Mudbound” e a soberba da técnica
Mudbound
Imagem: Netflix
Poucos filmes conseguem unir ideologias, na maioria das vezes temos obras que ou mostram um lado, de uma forma extremamente detalhada, ou temos o oposto, um outro lado, de maneira detalhada e bem contada.

Em projeções que abordam as matrizes populacionais formadoras da sociedade, essa ferramenta unitária é comum, e não é um erro, mas o cinema como arte sente falta de um filme que consiga, usando as ferramentas de maneira igual, abordar os dois opostos, de maneira que um complemente o outro, porém entendendo que os prejudicados são aqueles considerados minoria, ou ao menos, minorias qualitativas de acordo com um opressor.

3/06/2017 12:23:00 PM

Crítica: Logan

Crítica: Logan
Logan

Uma obra que conta uma historia de um homem, que, cansado de lutar e mais cansado ainda da vida, é obrigado a entrar em batalha novamente, para proteger um amigo querido e de longa data e uma garota que não conhece, mas, que cria uma empatia por ela.

Poderia ser uma sinopse pequena de um filme de ação qualquer, mas, não, o homem em questão é Logan, interpretado pela ultima por Hugh Jackman, o amigo querido e de longa data é Charles Xavier, vivido, também pela ultima vez, por Patrick Stewart, e a garota é Laura, interpretada brilhantemente por uma das desde já grandes surpresas na atuação do ano, Dafne Keen.

Felizmente, o filme sai da mesmice do possivelmente mais forte gênero de bilheteria que é de super herói, James Mangold, que também dirigiu “Wolverine: Imortal”, nos entrega um estudo de personagem inventivo, e usando o personagem mais carismático da Marvel como força principal de enredo. Vale destacar que, os aspectos técnicos no filme falam muito alto.



2/23/2017 05:51:00 PM

Crítica: Lion

Crítica: Lion


Apesar de vários adventos tecnológicos na área de segurança e vigilância, e claro, a internet, o desaparecimento de pessoas, e entre elas muitas crianças, ao redor do mundo, ainda é frequente. “Lion” é um filme que conta a história de um desses desaparecimentos.

Dirigido por Garth Davis e estrelado por Dev Patel (Quem quer ser um milionário?), “Lion”, conta a história de Saroo, quando menino interpretado por Sunny Pawar e adulto por Patel, que, se perdeu da família em uma estação de trem, foi parar em Calcutá e acabou por ser adotado por um casal australiano, vividos por Nicole Kidman e David Wenham.


1/30/2017 01:08:00 PM

Crítica: Moonlight

Crítica: Moonlight


Toda pessoa passa por uma estrada de autoconhecimento, e, na maioria das vezes essa estrada pessoal nunca termina, e nunca acabamos por nos conhecer por completo, mas, é importante sempre mantermos a busca pelo autoconhecimento, mesmo sabendo que ele nunca será completo.

É justamente isso que o diretor Barry Jenkins usa para contar a historia em “Moonlight”. A historia contada é a de Chiron, desde quando ele é apenas um garoto até quando ele se torna um adulto, passando por acontecimentos, descobertas e pessoas que de uma forma ou de outra foram importantes na vida dele.


1/09/2017 12:36:00 PM

Crítica: Fences

Crítica: Fences
Imagem do Portal UOL



Obra que conta a história de um ex-jogador de baseball chamado Troy – Denzel Washington – que após ter sua carreira sem sucesso trabalha como catador de lixo. Troy é casado com Rose – Viola Davis – e ele tem um filho de outro casamento chamado Lyons, e um filho com Rose chamado Cory – Jovan Adepo, filho este que tem o sonho de seguir a carreira esportiva ou em futebol americano ou em beisebol. Troy cuida também do irmão Gabe que foi ferido gravemente na guerra.

Dirigido por Denzel Washington a partir da peça que leva o mesmo nome, “Fences” é uma obra cinematográfica que é contada como a peça de teatro, os lugares tanto externos como internos, são quase sempre o mesmo, seus personagens são os mesmos durante todo o filme e a montagem também remete a obra teatral, os cortes secos seguidos da tela preta indicam as passagens dos atos, assim como mudanças nas estações do ano.


11/28/2016 01:42:00 PM

Crítica: A Chegada

Crítica: A Chegada


A empatia é o que move o mundo, ou ao menos é o que deveria movê-lo, nos, como humanos, temos que refletir no parâmetro de que o bem e o mal é uma via de mão dupla, tudo o que usamos hoje para trabalho ou lazer é proveniente da guerra, seja da batalha física propriamente dita ou da guerra ideológica, tudo, tudo mesmo, é proveniente da guerra, ou seja, algo mal que gerou coisas que podem (ou não) serem usadas para o bem.

Isso acontece também com a comunicação, com a fala, leitura e com o audiovisual, é justamente esse aspecto que a linguista Louise Banks quer passar para os militares em “A Chegada” dirigido por Denis Villeneuve. O filme conta uma historia baseada no conto “Historia da sua vida” de Ted Chiang, aliens em suas naves pousam em vários pontos do planeta Terra, a dra.Banks é levada pelo exercito americano para fazer a tradução do que os extraterrestres dizem.


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