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3/01/2018 09:02:00 PM

Crítica: The Post

Crítica: The Post

The Post
Imagem: Universal Pictures / Divulgação




Vivemos em um tempo difícil, onde as noticias transmitidas pelos grandes veículos não são confiáveis de todo, e nas épocas assim é importante conhecermos dois episódios fundamentais na história da liberdade de imprensa: Os Papeis do Pentágono e Watergate. Ambos aconteceram nos anos 70 e um dá sequência ao outro.

Watergate ganhou sua parcela de filmes, e o mais notável deles, sem dúvida alguma é “Todos os Homens do Presidente”, dirigido por Alan J.Pakula e lançado no ano de 1976 (alguns anos após os fatos). “The Post”, não tem a grandeza técnica desse filme, porém, as competências da obra são claras e trazem de volta o bom Spielberg na direção.

2/27/2018 09:14:00 PM

Crítica: A Grande Jogada

Crítica: A Grande Jogada
A Grande Jogada
Imagem: Diamond Films / Divulgação
Aaron Sorkin é um roteirista com talento para tramas complexas e atuais, com foco em números e/ou economia. Isso fica provado nos filmes escritos por ele, como "A Rede Social" (a história da criação do Facebook) e "Moneyball - O Homem que mudou o jogo" com foco na administração de uma equipe de baseball, sempre investindo em estruturas que fogem dos diálogos bobos, porém contam com outros para a perfeita compreensão do espectador.

Na sua estreia na direção, vemos como essa experiencia nas tramas complexas e atuais o ajudou a criar um filme simples de entender, mas em nenhum momento bobo ou expositivo demais. Em “A Grande Jogada", temos a necessidade da proximidade com o personagem, assim a montagem aposta em alternar cenas entre passado, passado recente e presente, para dar o tempo necessário ao público para a compreensão dos fatos, e essa é decisão correta pois para entender o presente, nada melhor que conhecer o passado.

2/25/2018 08:58:00 PM

Crítica: O Artista do Desastre

Crítica: O Artista do Desastre
O Artista do Desastre
Imagem: Warner Bros / Divulgação

Muitos filmes ganham status cult com o passar do tempo, sejam porque são de fato bons e não foram reconhecidos em sua época de lançamento – como “O Iluminado” de Stanley Kubrick, por exemplo – ou porque são ruins, mas fazem isso direito, sendo de fato obras incompetentes, e sem dúvida, esse é o caso de “The Room”.

Lançado em 2003, a obra foi dirigida, escrita, produzida e protagonizada por Tommy Wiseau, e com o tempo passou a ser considerada o pior filme já feito, porém, ele continua a ser falado até hoje, e talvez tenha sido isso, junto com o livro de Greg Sestero (o Mark de “The Room”), que deu origem a esse “O Artista do Desastre”.

2/22/2018 11:46:00 AM

Crítica: Trama Fantasma

Crítica: Trama Fantasma
Imagem: Universal Pictures do Brasil / Focus Features / Divulgação

Com a multiplicidade de gêneros existentes no cinema, há uma infinita variedade de assuntos a serem explorados, porém, poucos realizadores conseguem bons trabalhos em todos os estilos de filmes. Basicamente, quem costuma fazer comédia tem dificuldade em obras de drama (vide Woody Allen), quem está acostumado com terror, oscila em projeções de cunho histórico.

Mesmo grandes diretores e diretoras, como Bergman, Truffaut, Agnes Varda, tem essas dificuldades mas, alguns, como Paul Thomas Anderson, conseguem oscilar entre gêneros, criando trabalhos memoráveis. “Boogie Nights” é totalmente diferente de “Magnólia”, “Sangue Negro” é diferente de “Vicio Inerente”, “O Mestre” mesmo com o cunho histórico é o oposto de “Trama Fantasma”.

2/18/2018 09:42:00 PM

Crítica: Uma Mulher Fantástica

Crítica: Uma Mulher Fantástica
Uma Mulher Fantástica
Imagem: IMOVISION / Berlinale / Divulgação



















Está cada vez mais difícil, hoje em dia, as pessoas serem quem elas realmente são, e para os membros da comunidade LGBT isso é algo muito mais frequente. Logo, ao ver a luta de todos eles por terem uma vida comum e seus direitos cumpridos, assistir filmes como “A Garota Dinamarquesa” e “Clube de Compras Dallas” onde mulheres trans são representadas por homens, é algo triste e denotativo da falta de representatividade da indústria.

Não que as atuações dos atores em questão sejam ruins – inclusive, muito pelo contrário – mas, eles conseguem qualquer papel, seja por talento, seja por vontade ou por convites dos estúdios, diretores e afins, porém, um homem ou uma mulher trans, luta o dobro para conseguir metade das oportunidades.

Logo, ao ver um filme como “Uma Mulher Fantástica”, candidato ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro representando o Chile, que traz como protagonista uma mulher trans, além de ser emocionante por si só, é inclusivo, pois mostra que sim, há espaço na indústria e gente interessada em empregar pessoas de talento sem se importar com sua identidade de gênero, todos são iguais.

2/17/2018 12:34:00 AM

Crítica: Com amor, Van Gogh

Crítica: Com amor, Van Gogh
Com amor, Van Gogh
Imagem: Europa Filmes / Divulgação

Não é à toa que o pintor Vincent Van Gogh, é considerado o pai da arte moderna. Graças a seu estilo de desenho e pintura, a sua habilidade em descrever sentimentos, sensações e de contar histórias através de suas obras faz dele um dos mais brilhantes (senão o mais brilhante) pintores já existentes.

Com um estilo de pinceladas não ortodoxo (como a maioria dos grandes pintores), é muito difícil copiar seus traços, o jeito de dispor a cor e a forma de fazer naturezas mortas se tornarem vivas, mais vivas na tela do que na vida real.

Sabendo disso, o que “Com Amor, Van Gogh” faz tecnicamente é brilhante, pois todo o filme, cada quadro foi pintado por uma equipe partindo dos quadros de Van Gogh, ou seja, a obra é uma animação com base nas várias pinturas, nas quase 900 pintadas por ele, sendo a maioria nos últimos dois anos de sua vida.


2/12/2018 01:01:00 AM

Crítica: O Insulto

Crítica: O Insulto
O Insulto
Imagem: IMOVISION / Divulgação

Existem filmes que são metáforas para a sociedade, fazendo uma grande comparação entre fatos, com o objetivo de criar empatia e fazer o público entender sobre a atualidade, levando-o a refletir, mesmo de maneira indireta, para conscientizar, mostrar ou mesmo ensinar sobre alguma coisa.

Dizer isso de uma obra como “O Insulto” seria errado, não pela projeção mostrar um pequeno exemplo de uma sociedade extremista, mas porque o filme dirigido por Ziad Doueiri é real. E é real justamente por ser efetivo em expor atualidades, pessoas que não sabem deixar de lado coisas fúteis e capazes de aumentar uma discussão mínima, até boba, em uma batalha de direitos humanos.

2/09/2018 01:31:00 AM

Crítica: Projeto Flórida

Crítica: Projeto Flórida
Projeto Flórida
Imagem: AdoroCinema / Diamond Films / Divulgação

Todo país vende uma imagem sua para o mundo, esta nem sempre condiz com aquilo que realmente o lugar é. Em geral, essa venda serve para atrair as pessoas de outros lugares para os pontos desejados pelo vendedor, México vende Acapulco e Cancun, os países do continente europeu vendem suas grandes capitais, como Londres, Paris e Berlim, os Estados Unidos vendem cidades como Los Angeles e Nova Iorque, além das localizadas na Flórida, como Miami e Orlando, a última devido a Disney.

Por morarmos no Brasil, historicamente falando temos uma proximidade cultural com os Estados Unidos, aproximação esta, imposta de várias maneiras pelo país dominante (os EUA, claro), e assim, ao ver um filme que desconstrói o paraíso localizado na Flórida, mostrando sua pobreza, crises sociais e pessoas comuns tentando viver subjugadas pelo capital, é impossível não reconhecer como a melhor forma de destrinchar uma nação, é que a nação mesma o faça.

2/05/2018 12:06:00 PM

Crítica: O Destino de uma Nação

Crítica: O Destino de uma Nação
O Destino de uma Nação
Imagem: UNIVERSAL PICTURES / Divulgação






Nos últimos dois anos, várias obras televisivas e cinematográficas foram lançadas sobre ou com Winston Churchill. A série “The Crown” da Netflix, onde ele é interpretado por John Lithgow, o filme “Churchill” com o personagem sendo representado por Brian Cox e esse “O Destino de uma Nação”, aqui ele é vivido por Gary Oldman.

Porém, apesar de sua história real e de uma figura que sempre consegue atrair atenção, “O Destino de uma Nação” não consegue ir para frente devido a erros básicos, presentes em sua estrutura e principalmente em seu roteiro.

2/01/2018 12:48:00 PM

Crítica: A Forma da Água

Crítica: A Forma da Água
A Forma da Água
Imagem: Fox Film do Brasil / AdoroCinema.com / Divulgação


A empatia, assim como o amor, atinge qualquer um, e é justamente isso que faz o sentimento ser tão bonito, o fato de que não importa o acontecido, sempre terão pessoas dispostas a amar e a se importar um com o outro, no mundo onde vivemos, isso é essencial para manter a esperança.

“A Forma da Água” é um filme sobre amor, empatia e como esses sentimentos são pertencentes a todos, a mais nova obra de Guillermo Del Toro (“O Labirinto do Fauno”), tem seu foco nessas sensações encaixadas em um mundo permeado pela expectativa de uma guerra entre duas grandes potencias.

1/29/2018 01:56:00 PM

Crítica: “Eu, Tonya”

Crítica: “Eu, Tonya”
Eu, Tonya
Imagem: California Filmes / Divulgação

No esporte, a história de Tonya Harding é muito conhecida. Patinadora, talentosa, primeira a realizar o Triplo Axel (um dos saltos mais difíceis da patinação). Porém, ela é famosa por algo relacionado ao lado errado do esporte, o incidente com Nancy Kerrigan – outra atleta da patinação), onde um homem, supostamente enviado por ela, bateu com um cassetete nos joelhos da moça, a impossibilitando de competir naquele momento.

“Supostamente”, porque “Eu, Tonya”, dirigido por Craig Gillespie, destrincha os fatos e assim, dá ao público a oportunidade de escutar o lado de Harding, a chance de defesa dela.

1/22/2018 05:08:00 PM

Crítica: Corra!

Crítica: Corra!
Corra!
Imagem: Universal Pictures / Divulgação

Bons filmes de suspense e terror são especialistas na criação de expectativas, e principalmente, no cumprimento delas, isso faz a obra ter sucesso em duas tarefas distintas, porém ligadas: dar ao espectador o que ele quer (o terror, suspense, medo) e ter uma obra tecnicamente competente nas mãos do diretor e roteirista.

Esses dois cargos são cumpridos pela mesma pessoa no caso de “Corra”, Jordan Peele. No seu longa de estreia, a história contada é a de Chris (Daniel Kaluuya), fotografo, homem negro e bem-sucedido, que namora uma branca, chamada Rose (interpretada por Allison Williams). A jovem leva seu namorado para conhecer seus pais, na casa onde cresceu, e é lá onde os eventos principais do filme se desenrolam.

1/15/2018 12:49:00 PM

Crítica: Lady Bird

Crítica: Lady Bird
Lady Bird
Imagem: Universal Pictures / Divulgação




Algo recorrente nos filmes é o crescimento, seja psicológico ou físico, de um personagem principal, a sétima arte gosta de expor a evolução, os erros e os acertos no caminho, mas principalmente os aprendizados, estes costumam ser o foco da obra, seja qual for e independente da idade do protagonista.

Isso já foi feito várias vezes no cinema, a saga “Antoine Doinel” de François Truffaut e mais recente “Boyhood – Da infância a juventude” de Richard Linklater, são bons exemplos disso. Mas “Lady Bird”, consegue não soar repetitivo, mesmo que o seu tema seja algo batido hoje em dia.

1/08/2018 01:05:00 PM

Crítica: Três Anúncios para um Crime

Crítica: Três Anúncios para um Crime
Três Anúncios para um Crime
Imagem: Fox Film do Brasil / Divulgação
Ao contar uma história de justiça com as próprias mãos, vingança por um fato ocorrido com alguém querido, ou apenas um filme do gênero policial focando em uma investigação, uma linha tênue pode ser ultrapassada, tornando o filme episódico, previsível e com os finais típicos da indústria.

Logo, a decisão de Martin McDonagh em relação ao final de “Três Anúncios para um Crime” é algo ousado e inovador, ao decidir deixar seu terceiro ato aberto para as possibilidades de um aprofundamento nunca cumprido, a obra é diferente aí, porém também é assim em vários outros pontos de sua narrativa.

12/26/2017 03:47:00 PM

Crítica: Corpo e Alma

Crítica: Corpo e Alma
Corpo e Alma
Imagem: Imovision / Divulgação
Cada pessoa, buscando se unir a outra, não deseja realizar apenas a união física, mas, caso queira algo duradouro, fugindo da velocidade e do efêmero tão presentes atualmente, a junção deve ser também mental, o corpo e a alma como uma coisa só, físico e tangível unidos ao psicológico.

Até porque, casais em geral costumam ser duas pessoas problemáticas que se encontraram, fechando os olhos e desejando um futuro melhor para si mesmas, assim, quando voltarem a enxergar, perceberem que aquilo que faz diferença não é o fim e sim o começo.

12/18/2017 03:25:00 PM

Crítica: Star Wars - Episódio VIII: Os Últimos Jedi

Crítica: Star Wars - Episódio VIII: Os Últimos Jedi
Star Wars; Os Últimos Jedi
Imagem: Disney / Divulgação
OBS1.: A critica a seguir não contem spoilers.

OBS2.: PUTA QUE PARIU, QUE FILME LINDO BICHO

Mesmo com a frase formulada de maneira tão breve e bonita ali acima, ela não é suficiente para definir o que é esse novo filme da saga Star Wars, talvez (e espero isso) com o tempo surjam palavras que tragam com exatidão tudo aquilo representado por “Os Últimos Jedi”.

Dirigido por Rian Johnson, estamos novamente acompanhando a odisseia de Rey (interpretada por Daisy Ridley), Finn (John Boyega), Poe (Oscar Isaac), Leia (Carrie Fisher) e Luke (Mark Hamill). A projeção começa exatamente onde o espectador foi deixado no Episódio VII (“O Despertar da Força”), sendo de fato uma sequência, cumprindo a expectativa da cena final do filme passado.

12/11/2017 10:53:00 AM

Crítica: “Loveless”

Crítica: “Loveless”
Loveless
Imagem: Divulgação
Por volta de 25 minutos de projeção, um dos personagens de “Loveless” (Palavra que significa “Desamor” ou “Falta de Amor”) diz “Desamor, não se pode viver com desamor”. De fato, ele tem razão, viver com desamor é algo sério, impossível de ser feito, e em casos mais sérios, leva a consequências extremas.

Novo filme de Andrei Zyvagintsev, diretor do ótimo “Leviatã” de 2014, traz uma história totalmente diferente deste (Porém, se mantendo no drama familiar). Zhenya e Boris estão se separando e se encontram bem adiantados no processo, porém, nenhum dos dois deseja adquirir a guarda de seu filho, Alyosha, de 12 anos, e concordam em coloca-lo em um internato. O menino escuta a conversa na qual os pais chegam a essa decisão, e no dia seguinte, desaparece, portanto, a projeção retrata a procura dos pais pelo garoto.

11/27/2017 02:26:00 PM

Crítica: “Mudbound” e a soberba da técnica

Crítica: “Mudbound” e a soberba da técnica
Mudbound
Imagem: Netflix
Poucos filmes conseguem unir ideologias, na maioria das vezes temos obras que ou mostram um lado, de uma forma extremamente detalhada, ou temos o oposto, um outro lado, de maneira detalhada e bem contada.

Em projeções que abordam as matrizes populacionais formadoras da sociedade, essa ferramenta unitária é comum, e não é um erro, mas o cinema como arte sente falta de um filme que consiga, usando as ferramentas de maneira igual, abordar os dois opostos, de maneira que um complemente o outro, porém entendendo que os prejudicados são aqueles considerados minoria, ou ao menos, minorias qualitativas de acordo com um opressor.

10/30/2017 12:13:00 AM

Crítica: “The Square” e o desconforto da indiferença

Crítica: “The Square” e o desconforto da indiferença
The Square
Imagem: Divulgação

Há alguns anos atrás, não lembro qual a data, eu e meu pai fomos a uma bienal de arte. Foi no Ibirapuera e como sempre gostei muito de arte, me lembro desse passeio até hoje. A recordação mais forte é de uma obra a qual nunca havia imaginado ser possível, dada a sua simplicidade. Era o seguinte: a borda de uma cartolina preta cortada estava colada em uma parede em branco, as “sobras”, os retalhos, estavam logo abaixo, completando o trabalho. Lembro que disse “Como eu não pensei nisso antes? Isso é arte?”

Tempos depois, nos dias mais atuais, percebo que vivo minha juventude em uma época insana. A barbárie está em todos os lados, as pessoas se tratam com indiferença (não me excluo disso), não se importar se tornou automático, rotineiro, somos uma sociedade de robôs, sem nenhuma expressão, e fazemos isso para nos proteger, ao mesmo tempo em que nos afastamos.

10/16/2017 12:37:00 PM

Crítica: O silencio e a música unidos em um filme musical: “Baby Driver” e a inteligência de um diretor

Crítica: O silencio e a música unidos em um filme musical: “Baby Driver” e a inteligência de um diretor
Baby Driver
Imagem: Sony Pictures
Friedrich Nietzsche em determinado momento de sua vida disse que “sem a música, a vida seria um erro”. E realmente, todos nós precisamos de algo com o qual possamos nos apegar, de forma que tenhamos algo firme quando alguma coisa ruim acontecer, algo no qual se apoiar.

Sem dúvida, a música é um desses apoios, e não é um apego inédito ou restrito a apenas poucas pessoas, mas, no caso de Baby, personagem principal do novo filme de Edgar Wright, a música ultrapassa a definição da palavra “apoio”, é mais como um destino, uma religião, talvez um estilo de vida.


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