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2/21/2019 12:00:00 AM

Crítica: Se a rua Beale falasse

Crítica: Se a rua Beale falasse
Se a rua Beale falasse
Imagem: DIVULGAÇÃO / Sony Pictures
Se a rua Beale falasse, provavelmente ela diria que Barry Jenkins é um diretor sensível como poucos são e que usa essa sensibilidade para fundamentar a seriedade dos assuntos que são abordados em seus filmes, usando esses dois pontos para passar uma mensagem para o espectador.

Logo, não é surpresa nenhuma que “Se a rua Beale falasse” seja exatamente isso, sensível, sério e forte, passando uma mensagem sobre realidade usando todos esses adjetivos e contando uma história que apesar da dramaticidade envolvida, é muito real em vários cotidianos.

2/18/2019 12:00:00 AM

Crítica: Border

Crítica: Border
Border
Imagem: DIVULGAÇÃO
Pensar em “Border”, filme dirigido e co escrito por Ali Abbasi, é pensar em um filme que trabalha vários temas usando a forma metafórica, o subtexto e não a explicitação dos fatos que deseja abordar durante as suas uma hora e quarenta e cinco minutos de projeção.

Acompanhamos Tina, interpretada por Eva Melander, uma guarda de alfandega do aeroporto da cidade onde vive. Ela tem um sexto sentido, devido a um raio que a atingiu quando criança, ele consiste numa intuição, que apenas ao olhar ou sentir o cheiro da pessoa, ela sabe se essa pessoa cometeu ou cometerá um crime no futuro próximo. Ao abordar, usando essa habilidade, Vore (representado por Eero Milonoff) e não encontrar provas de nenhum crime, ela passa a investigar o rapaz mais de perto, para descobrir o que há de diferente.

2/14/2019 12:00:00 AM

Crítica: Mirai

Crítica: Mirai
Mirai
Imagem: DIVULGAÇÃO
Mirai, em japonês é a palavra para futuro, como o filme de mesmo nome deixa claro logo no começo da projeção, não por dizer de fato a tradução literal da palavra (o que fará posteriormente), mas por apresentar uma série de fatos que mostram como o passado constrói o nosso futuro.

Dirigido por Mamoru Hosoda, a obra usa Kun, o menino de uns 5 anos, que tem que lidar com o nascimento de sua irmã, Mirai e com a inevitável divisão que ele é obrigado a fazer, principalmente de seus pais. Ao revelar seus sentimentos para eles e ir brincar no jardim, ele entra em um mundo de viagem no tempo, onde sua irmã no futuro e outros membros de sua família falam e mostram coisas para o menino, com o objetivo de ensinar algo a ele.

2/07/2019 12:00:00 AM

Crítica: Poderia me perdoar?

Crítica: Poderia me perdoar?
Poderia me perdoar?
Imagem: Fox Film do Brasil / DIVULGAÇÃO
A criatividade é uma coisa que quanto mais nós descobrimos algo sobre, mais ficamos encantados com o que pessoas criativas são capazes de fazer, independente do momento pelo qual estão passando. No caso da escritora Lee Israel, a situação que forçou a criatividade aparecer foi a pressão.

Dirigido por Marielle Heller, “Poderia me perdoar?” conta a história dessa criatividade, quando Israel (McCarthy) se vê sem emprego, com seu gato doente, contas a pagar e nenhum livro de sucesso no meio do caminho, ela decide falsificar cartas de pessoas importantes dentro da arte, como Noel Coward, Dorothy Parker e Marlene Dietrich. Para isso, ela conta com a ajuda de Jack Hock (E.Grant), um escritor na mesma situação que ela.

2/04/2019 12:00:00 AM

Crítica: No Portal da Eternidade

Crítica: No Portal da Eternidade
No Portal da Eternidade
Imagem: Diamond Films / DIVULGAÇÃO
Pensar em cinema, talvez seja, assim como todas as formas de arte, algo subjetivo, estritamente pessoal, que usa a interpretação das pessoas como forma de sobrevivência, causando discussões necessárias que, na maioria das vezes, fazem a sociedade crescer e avançar.

“No Portal da Eternidade” é um filme que usa dessa subjetividade, dessa pessoalidade, para contar a história de Vincent Van Gogh (Willem Dafoe), de uma forma que talvez nunca tenha sido contada antes, já que foge do senso comum que se criou sobre o pintor, ou seja: que ele era louco e que devido a isso se matou, sem nem saber da possibilidade de seu sucesso futuro.

1/31/2019 12:00:00 AM

Crítica: Bohemian Rhapsody

Crítica: Bohemian Rhapsody
Bohemian Rhapsody
Imagem: DIVULGAÇÃO

Pensar em “Queen” é automaticamente pensar em Freddie Mercury. Apesar de a banda ser composta por outros músicos tão competentes quanto o vocalista, “Queen” se tornou emblemático graças a Mercury e, porque não dizer isso, de sua história pessoal, parte dela alguns de nós já conhecemos.

Dirigido por Bryan Singer (que sobrenome ideal), escrito por Anthony McCarten, a obra conta a história de Mercury (Rami Malek), um homem adulto que encontra em Brian May (Gwilym Lee), Roger Taylor (Ben Hardy) e John Deacon (Joseph Mazzello) companheiros de banda ideais para o sucesso, além disso, vemos um pouco mais da vida amorosa de Mercury, tanto pelo papel de Mary (Lucy Boynton), quanto por tudo aquilo que a maioria de nós, fãs ou não, sabemos.

1/28/2019 12:00:00 AM

Crítica: Primeiro Homem

Crítica: Primeiro Homem
Primeiro Homem
Imagem: DIVULGAÇÃO

É inegável, mesmo que eu não goste muito de “La La Land” (entendo que seja um filme competente, que fique bem claro), que Damien Chazelle é um diretor talentoso e possivelmente um dos mais talentosos de sua geração. Ainda jovem, ele já provou com seu trabalho que veio para ficar e se estabeleceu rapidamente na indústria.

Logo, é com tristeza que vejo “O Primeiro Homem” como o seu pior filme até aqui, já que, mesmo com suas qualidades a serem discutidas a seguir, é uma projeção sem ritmo, ufanista ao extremo (de maneira sutil, mas ainda assim exagerada) e muito longo pela proposta que apresenta.

1/24/2019 12:00:00 AM

Crítica: Green Book - O Guia

Crítica: Green Book - O Guia
Green Book - O Guia
Imagem: Diamond Films / CRÍTICA
Assistir a “Green Book – O Guia” é basicamente assistir uma versão piorada de “Conduzindo Miss Daisy” (1989, dirigido por Bruce Beresford), já que, se o filme vencedor do Oscar de Melhor Filme e protagonizado por Morgan Freeman, consegue funcionar naquilo que propõe, “Green Book” é uma obra que é carregada pelos seus dois interpretes principais, Mahershala Ali e Viggo Mortensen.

Dirigido por Peter Farrelly e escrito por ele em colaboração com outras duas pessoas, a obra conta a história de Tony Vallelonga, conhecido como Tony Bocudo e interpretado por Mortensen, um homem que trabalha como segurança de um bar popular nos anos 60 (época em que o filme se passa). Após o local fechar e ele ficar sem emprego, ele passa a trabalhar como motorista para o músico Donald Shirley (Ali), o levando para as cidades onde se apresentará com seu trio. Um branco e outro negro, a história busca tratar a dinâmica dos dois e a questão social dos EUA na época com humor.

1/21/2019 12:00:00 AM

Crítica: Vice

Crítica: Vice
Imagem: Imagem Filmes / DIVULGAÇÃO
Aparentemente, Adam McKay quer se estabelecer como um diretor que gosta de histórias complexas, se sentindo à vontade em recriar fatos políticos reais e ter os protagonistas desses fatos como os protagonistas de seus filmes. Como havia feito em “A Grande Aposta”, contando com um elenco estrelado.

Esse elenco se repete em “Vice”, contando com Christian Bale, Amy Adams, Steve Carell e Sam Rockwell, a obra conta a história de Dick Cheney (Bale), do começo de sua trajetória como assistente de Donald Rumswell (Carell) até assumir a vice-presidência dos EUA, tendo como companheiro de chapa George Bush Filho (Rockwell). Adams interpreta a ambiciosa Lynne, escritora, professora e mulher de Cheney.

1/14/2019 12:00:00 AM

Crítica: Pantera Negra

Crítica: Pantera Negra
Pantera Negra
Imagem: MARVEL STUDIOS / DIVULGAÇÃO
A primeira aparição do Pantera Negra nos cinemas, foi em “Capitão América: Guerra Civil”, onde o herói perde o pai devido ao ataque de Zemo (Daniel Bruhl), vilão do filme protagonizado por Steve Rogers (Chris Evans). Partindo daí e usando essa perda como base, temos uma obra onde T´Challa, interpretado por Chadwick Boseman é o ponto principal.

Dirigido por Ryan Coogler, “Pantera Negra” conta a história de seu novo rei, quando este precisa manter seu trono e a tecnologia do vibranium, metal precioso apenas encontrado em Wakanda, seu país natal, longe de Ulisses Klaue (Andy Serkis), um homem que conseguiu roubar um pouco do minério com certa ajuda e de Erik “Killmonger” Stevens (Michael B.Jordan), um wakandiano isolado do país devido a crimes cometidos pelo seu pai (Sterling K.Brown). Para cumprir seu objetivo, T´Challa conta com a ajuda da irmã Shuri (Letitia Wright), da general e amiga Okoye (Danai Gurira), da espiã e namorada Nakia (Lupita Nyong’O) e do agente da CIA Everett Ross (Martin Freeman).

1/10/2019 12:01:00 AM

Crítica: A Esposa

Crítica: A Esposa
A Esposa
Imagem: Pandora Filmes / DIVULGAÇÃO

Boquetitos, personagem do “O Último Programa do Mundo”, disse uma frase em um dos episódios que serve de resumo para “A Esposa”, filme dirigido por Bjorn Runge e estrelado por Glenn Close e Jonathan Pryce, “Sempre que aquela vozinha disser ‘desista’... desista. É bom demais”.

Até porque, acompanhamos a história de uma mulher que desistiu de sua carreira de escritora, por saber como o mercado editorial funcionava e que talvez ela nunca fosse publicada e se eventualmente fosse, não seria lida. Assim, desistir trouxe para ela uma sensação de alivio, de tirar um peso das costas e ela seguiu em frente.

1/04/2019 01:30:00 PM

Crítica: Wifi Ralph - Quebrando a Internet

Crítica: Wifi Ralph - Quebrando a Internet
Wifi Ralph - Quebrando a Internet
Imagem: Disney / DIVULGAÇÃO
Após “Detona Ralph” (2012) ser lançado e com o tipo de história que o filme apresenta, fechando os seus arcos durante as 1h50 de projeção, foi surpreendente quando anunciaram a sequência. “Wifi Ralph: Quebrando a Internet” é dirigido por Rich Moore (diretor do primeiro filme) e Phil Johnston (roteirista do primeiro filme) e coloca os personagens Ralph (John C.Reilly) e Vanellope (Sarah Silverman), no mundo da internet.

Tudo isso porque “Sugar Rush”, o jogo que Vanellope faz parte e o ponto principal da primeira obra, corre o risco de ser desligado, já que o volante da máquina quebrou. Assim, os dois amigos vão para a internet recém instalada no fliperama, para comprar um novo volante e conseguir salvar o jogo.

12/10/2018 12:00:00 AM

Crítica: Nasce uma Estrela

Crítica: Nasce uma Estrela
Nasce uma Estrela
Imagem: DIVULGAÇÃO
Pensar em “Nasce uma Estrela” é pensar em uma história clássica do cinema estadunidense. Com três versões, em 1937, 1954 e 1976, fora alguns prêmios importantes, o filme é uma história musical e vêm cativando o público mundo afora.

Em 2018, a quarta versão deste mesmo filme foi lançada, desta vez, a obra é dirigida por Bradley Cooper, um dos roteiristas e também o protagonista masculino da projeção. O filme relata a história de amor entre Jackson Maine (Cooper) e Ally (Lady Gaga), ele um artista de sucesso e ela uma artista com a carreira em ascensão. Com o amor dos dois, também vem os problemas e todos eles envolvem o alcoolismo e a personalidade difícil de Jackson.

11/01/2018 02:40:00 PM

Crítica: Roma (2018)

Crítica: Roma (2018)
Roma
Imagem: NETFLIX / DIVULGAÇÃO
É incrível como o silencio, as vezes pode comunicar muito mais do que o barulho, como o olhar pode dizer mais que a fala e como as pessoas podem surpreender, para o lado bom, quando não pensamos que isso é possível.

“Roma”, de Alfonso Cuarón, começa com um plano longo, fixo, do chão que Cléo (Yalitza Aparicio) está limpando. Enquanto os créditos iniciais estão na tela e a água vai sendo passada de um lado para o outro pelas mãos da moça, Cuáron já faz o público pensar sobre a questão social que permeia todo o filme, a relação desta com a patroa Sofia (Marina de Tavira) e sobre o México nos anos 70.

11/01/2018 02:24:00 AM

Crítica: Cafarnaum

Crítica: Cafarnaum
Cafarnaum
Imagem: DIVULGAÇÃO
Poucas coisas são mais fortes do que ver uma criança triste, principalmente quando o motivo para tal sentimento é o abandono, a vontade de nunca ter nascido, que gera, inevitavelmente, a luta por sobrevivência, descartando a infância e indo direto para a fase adulta.

Zain (Zain Al Rafeea) não sorri durante “Cafarnaum”, em nenhum momento, pois a vida deste não dá nenhum motivo para felicidade. Dirigido por Nadine Labaki, a obra conta a história deste garoto que, com mais ou menos 12 anos, ele mora junto com os irmãos e trabalha com eles, vendendo várias coisas nas ruas de Beirute, capital do Líbano. Seus pais, cometem um tipo de abandono parental, através da irresponsabilidade na criação dos filhos, deixando comida, roupa e amor faltarem na casa, isso culmina em Zain processando-os, pelo motivo de eles o terem colocado no mundo.

10/26/2018 12:02:00 AM

Crítica: Infiltrado na Klan

Crítica: Infiltrado na Klan
Infiltrado na Klan
Imagem: DIVULGAÇÃO
Falar de Spike Lee é abordar um diretor que usa seus filmes como forma de aprofundar o movimento negro, com suas histórias, cultura e figuras marcantes na sociedade, como ele fez com, “Ela quer tudo” (1986), “Faça a Coisa Certa” (1989) e “Malcolm X” (1992), obras bem-sucedidas ao retratar o que o diretor propôs.

Em “Infiltrado na Klan”, novo filme do diretor, vencedor do Grande Prêmio do Júri no Festival de Cannes de 2018, Lee mantem a tradição de aprofundar o movimento negro, mas, usando uma história diferente, mais movimentada do que seus filmes costumam ser.

10/22/2018 02:21:00 AM

Crítica: A Favorita

Crítica: A Favorita
A Favorita
Imagem: iMDB / FOX / DIVULGAÇÃO
Yorgos Lanthimos não é um diretor comum. O grego, que ganhou o mundo com “Dente Canino” (2009), uma metáfora do mito da caverna, tem em sua filmografia filmes atípicos, pesados, que vão até o fundo da alma humana através da violência, do sexo, da inteligência e do medo, um dos principais elementos do realizador.

“A Favorita”, não é o filme mais pesado de Lanthimos, possivelmente, é um dos mais leves, mas isso não significa que a obra seja de todo leve, para assistir com a família no natal. Escrito por Tony McNamara e Deborah Davis, a história é centrada em três mulheres, vivendo na época de uma das guerras (provavelmente, a guerra da sucessão espanhola) entre Inglaterra e França. A rainha Anne (Olivia Colman) tem gota e por causa dela não consegue andar direito, tendo perdido vários filhos, ela não tem herdeiros e precisa comandar o reino inglês, para isso, ela tem a ajuda de Lady Marlborough (Rachel Weisz), esposa do chefe do exercito e que vive ao lado da soberana, a auxiliando de todas as formas, seja na vida pessoal, ou na administração do reino, já que Harley (Nicholas Hoult) faz oposição ao reinado de Anne. A relação entre as duas mulheres muda quando Abigail Hill (Emma Stone), uma prima delas, que é criada no castelo, se aproxima da rainha.

10/21/2018 03:05:00 AM

Crítica: Guerra Fria

Crítica: Guerra Fria
Guerra Fria
Imagem: Califórnia Filmes / DIVULGAÇÃO
Em 2013, Pawel Pawlikowski ganhava o mundo e ficava conhecido por contar uma dura história sobre seu país, a Polônia. “Ida” segue uma freira que descobre mais sobre seu passado um pouco antes de assumir seus votos e ingressar de vez no convento. Este filme, rendeu ao diretor o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.

Assim como “Ida”, “Guerra Fria” se passa na Polônia, na época histórica a qual o titulo se refere. O filme dirigido e escrito por Pawlikowski conta a história de amor entre Wiktor e Zula, ele, maestro e compositor, ela, cantora e dançarina. Vivendo na União Soviética sob a ditadura imposta por Stalin, a moça é obrigada a denunciar Wiktor e assim, o amor concretizado se torna cada vez mais impossível quando ele vai para o exílio.

10/16/2018 11:45:00 PM

Crítica: Assunto de Família

Crítica: Assunto de Família
Assunto de Família
Imagem: IMOVISION / DIVULGAÇÃO
O conceito de família é complexo, porém, não é difícil de entender, principalmente quando se está em uma família. Ela pode ser variada, com pessoas que você não tem nenhuma ligação sanguínea, mas pelo qual sente um amor incondicional, incapaz de descrever.

Ela também pode ser, como é o caso do novo filme de Hirokazu Koreeda, “Assunto de Família”, vencedor da Palma de Ouro em Cannes (2018), uma família de criminosos, que roubam diversas lojas e mercados, todo tipo de utensilio e até mesmo no emprego onde trabalham.

8/20/2018 12:27:00 AM

Crítica: First Reformed

Crítica: First Reformed
First Reformed
Imagem: DIVULGAÇÃO

Paul Schrader e Martin Scorsese, dois grandes nomes do cinema norte americano, contribuíram para a arte com filmes incríveis, como “Taxi Driver”, “Touro Indomável” e “A Última Tentação de Cristo”, sempre com o primeiro sendo roteirista e o segundo na direção.

O último filme citado no paragrafo acima, como o novo filme de Schrader, também diretor, tem uma semelhança essencial, a desconstrução de figuras religiosas, no caso do filme que é assunto dessa crítica, isso ocorre através dos efeitos que as palavras podem ter nas pessoas.

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